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Estados Unidos

Justiça mantém suspensão do decreto anti-imigração de Trump

O presidente americano Donald Trump.
O presidente americano Donald Trump. REUTERS/Joshua Roberts/File Photo

O tribunal de recurso de São Francisco tomou ontem a decisão de manter a suspensão do polémico decreto anti-imigração de Donald Trump, que proíbe a entrada nos Estados Unidos de imigrantes e refugiados de 7 países maioritariamente muçulmanos, Irão, Iraque, Iémen, Sudão, Somália, Síria e Líbia, alegadamente no intuito de combater o terrorismo. Esta sentença do tribunal de São Francisco é a terceira decisão desfavorável da justiça ao decreto presidencial que desde que foi rubricado a 27 de Janeiro, não tem deixado de suscitar a controvérsia até em certos sectores republicanos, o campo que apoiou Donald Trump.

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As reacções evidentemente não se fizeram esperar: "3 - 0", foi o balanço lapidar e irónico da antiga adversária de Trump nas presidenciais, Hillary Clinton, referindo-se nas redes sociais a esta terceira decisão de justiça suspendendo o decreto presidencial. Por sua vez, foi também e como sempre no Tweeter que Donald Trump deu logo a conhecer a sua reacção com um "Vamos encontrar-nos no tribunal, a segurança da nossa Nação está em jogo". O Presidente americano falou em seguida com a comunicação social evocando uma "decisão escandalosa", mas não deixou todavia de se dizer confiante quanto ao desfecho dessa polémica.

Depois de vários dias a manter a pressão sobre a justiça acusando os juízes de serem "politizados", o Presidente teceu ainda outras críticas a este posicionamento que representa um novo revés para o inquilino da Casa Branca. Trump argumentou nomeadamente que de acordo com um artigo da Constituição americana quem pode determinar quem entra nos Estados Unidos é o Presidente. Esta é contudo uma batalha que está apenas a começar: o executivo de Trump tem agora duas semanas para pedir ao tribunal de São Francisco para reconsiderar a sua decisão ou então fazer subir o debate de um escalão, rumo ao Supremo Tribunal, o que deixa antever uma longa batalha judicial.

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