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PAQUISTÃO/AFEGANISTÃO/ACNUR

ONU e Paquistão visados pela HRW

Caixão de um dos trabalhadores da Cruz vermelha no Hospital de Mazar-e-Charif, no Afeganistão, a 8 de Fevereiro de 2017.
Caixão de um dos trabalhadores da Cruz vermelha no Hospital de Mazar-e-Charif, no Afeganistão, a 8 de Fevereiro de 2017. REUTERS/Stringer

A organização não governamental Human rights Watch publicou hoje um relatório crítico acerca da expulsão a partir do Paquistão rumo ao Afeganistão de cerca de 600 000 refugiados afegãos, programa de que teria sido cúmplice o Alto comissariado da ONU para os refugiados, ACNRU.

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A organização Human Rights Watch (HRW) acusou Islamabad de repatriar maciçamente os refugiados afegãos à força e sob ameaças, processo em que a ong denunciou a cumplicidade do Alto comissariado da ONU para os refugiados, ACNUR.

O relatório foi publicado nesta segunda-feira na capital afegã.

No decurso do segundo semestre de 2016 cerca de 600 000 afegãos, instalados nalguns casos há décadas no vizinho Paquistão, voltaram para o seu país natal, não obstante o Afeganistão continuar a ser dilacerado por combates.

A HRW alega que ao duplicar o subsídio para repatriamentos de afegãos do Paquistão o ACNUR tornou-se cúmplice destes repatriamentos de afegãos.

A ong alega que o "Alto comissariado permaneceu silencioso em relação a estes repatriamentos em larga escala sem denunciar nem que fosse uma única vez o facto de que muitos destes repatriados fugiam dos abusos da polícia nem denunciar a atitude do Paquistão, contrária ao direito internacional".

Para esta organização trata-se do "repatriamento forçado mais massivo no mundo dos últimos anos".

O governo paquistanês não reagiu por ora ao relatório. O país acolhe afegãos desde há quatro décadas e tem vindo a adiar sucessivamente a data limite para o regresso destes refugiados.

Por ora este prazo está estipulado em Dezembro do próximo ano.

No Paquistão exisitiriam quase 2,5 milhões de refugiados afegãos, o que significa que este país seria o terceiro maior a acolher refugiados no mundo, segundo o ACNUR.

Iain Levine, director de programas daquela ong, descreve um relatório duro para Islamabad e para as próprias Nações Unidas.

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