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Jordânia

15 jordanianos executados por terrorismo

Tropas de assalto em Karak, na intervenção contra terroristas, a 18 de dezembro 2016.
Tropas de assalto em Karak, na intervenção contra terroristas, a 18 de dezembro 2016. REUTERS/Muhammad Hamed

15 jordanianos condenados à morte por terrorismo e vários outros crimes foram enforcados esta madrugada na Jordânia no que é visto como execução de massa no reino atingido por atentados sangrentos desde 2016.  

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Foram enforcados na madrugada deste sábado, (4) na Jordânia, 15 jordanianos que tinham sido condenados à morte por "terrorismo" e diversos crimes como violações sexuais.

Estes enforcamentos que acontecem no reino da Jordânia, atingido por atentados sangrentos desde  2016, foram vistos por certos analistas como execução de massa, o que não acontecia no país desde dezembro de 2014, quando foram enforcados 11 condenados à morte por crimes que não estavam ligados ao terrorismo.

Mahmoud al-Momani, porta-voz do governo e ministro de Estado da Informação, precisou que os 15 condenados desta madrugada, foram executados na prisão de Suaga, a 70 km a sul da capital, Amã.

10 dentre eles foram reconhecidos culpados de serem membros de uma célula terrorista responsável por vários ataques nomeadamente contra instalações do serviço de informações gerais na Jordânia, contra membros das forças de segurança, turistas e a embaixada da Jordânia, em Bagdade, em 2003.

O porta-voz do governo jordaniano, fez ainda alusão a um ataque em 2006 contra turistas num anfiteatro romano de Amã, que matou 1 britânico, ao ataque de junho do ano passado contra a secreta jordaniana no norte da pacital que fez 5 mortos e ao assassínio em setembro do escritor cristão, Nahed Hattar.

Os 5 outros jordanianos, tinham sido condenados à morte, por crimes horríveis de violação sexual.

Segundo fontes judiciárias, 94 pessoas condenadas à pena máxima, a maioria por crimes de sangue e violação, aguardam a sua execução nos corredores da morte.

Jordânia, é membro da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, que leva a cabo bombardeamentos aéros contra o grupo jiadista, na Síria e no Iraque.

O último atentado na Jordânia data de dezembro de 2016, perto de Karak, a 120 km, a sul de Amã, no qual 10 pessoas foram mortas nomeadamente 7 polícias e uma turista canadiana e 34 outras ficaram feridas.

O ataque foi então reivindicado pelo grupo jiadista Estado islâmico.

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