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Erdogan visita Moscovo

Recep Tayip Erdogan desloca-se hoje a Moscovo onde vai reunir-se com Vladimir Putin. É a segunda visita do chefe de Estado turco depois de os dois países terem retomado relações este verão.
Recep Tayip Erdogan desloca-se hoje a Moscovo onde vai reunir-se com Vladimir Putin. É a segunda visita do chefe de Estado turco depois de os dois países terem retomado relações este verão. REUTERS/Zemlianichenko/Pool

Recep Tayyip Erdogan desloca-se hoje a Moscovo onde vai reunir-se com Vladimir Putin. É a segunda visita do chefe de Estado turco depois de os dois países terem retomado relações este verão.

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A visita tem uma forte conotação política já que o dossier sírio vai estar em cima da mesa. Depois de os dois países se terem aliado na ofensiva contra Alepo, trata-se agora de arranjar uma solução para Raqqa, capital do Estado Islâmico.

Ancara não quer que os curdos, uma minoria também presente em território turco que reivindica a independência, participem na ofensiva. No entanto, Moscovo considera que, tendo em conta a realidade do terreno, tal não é possível. Estima-se, portanto, que a posição curda no desenrolar da guerra na Síria seja um dos pontos principais da reunião.

Além disso, as relações económicas entre os dois países também vão ser discutidas. Em Novembro de 2015, após o abate de um avião russo em espaço aéreo turco, Moscovo e Istambul cortaram relações diplomáticas. Na altura, entre várias medidas, a Rússia tinha levantado um embargo a produtos oriundos de Ancara e reintroduzido os vistos para cidadãos turcos. 

Depois de a maioria das sanções de Moscovo terem sido anuladas em finais de 2016, os dois países procuram agora reforçar a cooperação económica e concretizar os apelidados "mega-projectos" como, por exemplo, a construção de uma central nuclear na Turquia com tecnologia russa ou o oleoduto "Turkish Stream" que liga os dois países. 

De realçar que a deslocação de Erdogan à Rússia ocorre numa altura em que as relações entre a Turquia e a União Europeia estão a azedar. O chefe de Estado turco, em resposta a uma interdição na Alemanha de manifestações em seu apoio, afirmou que as medidas da chanceler alemã, Angela Merkel, "não eram diferentes das práticas nazis". 

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