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HOLANDA

Holandeses deslocam-se às urnas

A Holanda vai hoje a eleições legislativas, num sufrágio que tem como grande favorito Geert Wilders, candidato do partido de extrema-direita PVV.
A Holanda vai hoje a eleições legislativas, num sufrágio que tem como grande favorito Geert Wilders, candidato do partido de extrema-direita PVV. REUTERS/Michael Kooren TPX IMAGES OF THE DAY

 A Holanda vai hoje a eleições legislativas, num sufrágio que tem como grande favorito Geert Wilders, candidato do partido de extrema-direita PVV. A campanha ficou marcada por temas clivantes como o lugar do Islão na sociedade holandesa, a imigração, mas também uma eventual saída da União Europeia.

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As legislativas estão a ter uma grande afluência: antes das 18h, 55% dos eleitores já tinham votado. Estmima-se que, no total, cerca de 80% dos holandeses deverão contribuir com o seu voto. As urnas fecham às 20h e os primeiros resultados deverão ser revelados às 21h.

A grande incógnita destas eleições é a eventual vitória da extrema-direita. Depois de o candidato do Partido para a Liberdade (PVV), Geert Wilders, ter estado à frente das sondagens durante meses a fio, recuou nos últimos dias. As sondagens mais recentes dão como vencedor Mark Rutte, actual primeiro-ministro.

"Esperemos pelos resultados", é a resposta de Wilders, afirmando, ainda assim que, mesmo caso não vença, "o génio não voltará para a lâmpada e esta revolução patriótica, seja hoje ou amanhã, terá lugar de qualquer forma". Já Rutte afirma que "é uma oportunidade para uma democracia como a da Holanda acabar com o efeito dominó do populismo". 

No entanto, mesmo caso Geert Wilders vença, terá uma tarefa árdua pela frente: num país onde, tradicionalmente, há mais de 20 partidos no Parlamento, o candidato de extrema-direita terá que fazer coligações para poder governar. Nada mais díficil para o candidato do PVV já que os seus principais opositores, como é o caso de Mark Rutte, recusam-se categoricamente a negociar com ele. 

Wilders propõe medidas que estão a gerar debate no seio da sociedade holandesa: a deportação de todos os marroquinos com cadastro criminal, a saída da Holanda da União Europeia e o fecho das fronteiras para impedir a imigração.

As eleições legislativas na Holanda dão assim início a uma série de sufrágios que são vistos como uma "prova de fogo" para a União Europeia: além das eleições holandesas, em Abril e Maio terão lugar as eleições presidenciais francesas e, em Setembro, é a vez de a Alemanha ir às urnas. As três serão decisivas para o futuro do Velho Continente. 

Maria Tereza Heimans, presidente da Federação das Comunidades Portuguesas na Holanda, conta que se têm vivido as eleições com apreensão devido à ascenção do candidato de extrema-direita.

 

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