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França

Benoît Hamon apresenta o seu programa

Benoît Hamon durante a apresentação hoje do seu programa.
Benoît Hamon durante a apresentação hoje do seu programa. REUTERS/Gonzalo Fuentes

Antes do seu megacomício de Domingo aqui em Paris, onde são esperadas 12 mil pessoas, Benoît Hamon, candidato socialista às presidenciais francesas apresentou hoje o seu programa, uma estratégia com algumas mudanças comparativamente às propostas que tinha feito na altura das primárias de esquerda, mas que não é marcada por nenhuma viragem radical.  

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Hamon mantém as suas medidas mais marcantes tais como reformas democráticas (o chamado 49-3 cidadão), o rendimento universal de sobrevivência, uma medida que numa primeira fase deveria custar ao Estado 35 mil milhões de Euros, medidas a favor da protecção do meio ambiente e também visando incrementar as pequenas e médias empresas, o imperativo sendo a criação de empregos.

"50% das adjudicações públicas serão reservadas às pequenas e médias empresas (...) Esta medida vai favorecer os circuitos curtos, a capacidade das colectividades públicas passarem acordos com empresas da mesma zona. Vou introduzir igualmente clausulas sociais, a favor da protecção do meio ambiente, do trabalho e da produção local, para favorecer uma vez mais o tecido das nossas pequenas e médias empresas, " anunciou o candidato socialista que por outro lado também indicou que se fosse eleito Presidente iria obrigar "as empresas que decidam deslocalizar as suas actividades a reembolsar as ajudas públicas de que terão beneficiado". Noutra Vertente, Hamon disse ainda que iria opor-se aos Tratados de comércio livre da União Europeia com o Canadá e com os Estados Unidos" por -a seu ver- representarem "uma ameaça".

Benoît Hamon candidato socialista às presidenciais, com tradução de Patrick Caseiro

Resta saber quais serão as reacções da família socialista às propostas de Benoît Hamon que apesar de ter saído vencedor das primárias de esquerda, vê a ala direita do seu partido, tenores socialistas e membros do governo, preferir apoiar abertamente a candidatura sem etiqueta partidária do antigo ministro da Economia Emmanuel Macron. Embora ainda não tenha dado indicação da sua preferência, o próprio antigo Primeiro-Ministro Manuel Valls que tinha garantido aquando das primárias de esquerda que daria o seu apoio ao vencedor recuou na passada terça-feira, tendo declarado publicamente que não apoiaria a campanha de Hamon.

A um pouco mais de um mês da primeira volta das presidenciais, de acordo com uma sondagem divulgada hoje, Hamon continua com 13,5% das intenções de voto na primeira volta. Em primeiro lugar, continua a extrema-direita de Marine le Pen com 26,5% das intenções de voto, Emmanuel Macron está em segundo lugar com 25,5% e em terceiro está o candidato da direita, François Fillon, com 18% de opiniões favoráveis.
 

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