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Um quarto dos lucros dos bancos em Offshores

Um quarto dos lucros dos bancos em Off shores
Um quarto dos lucros dos bancos em Off shores DR

Relatório da ONG britânica Oxfam divulgado, esta segunda-feira, mostra que os paraísos fiscais representam 26% dos lucros obtidos pelos 20 maiores bancos europeus. O Luxemburgo e Irlanda são as praças financeiras de eleição.

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No documento apresentado hoje pela ONG britânica Oxfam pode ler-se que os paraísos fiscais representam mais de um quarto dos lucros obtidos pelos 20 maiores bancos europeus, um valor que corresponde, a cerca de 25 mil milhões de euros.

De acordo com a ONG, o Barclays, o quinto maior banco europeu que em 2015, registou lucros de 517 milhões de euros no Luxemburgo e pagou apenas um milhão de euros em impostos, o que representa uma taxa efectiva de 0,2%.

O relatório revela ainda que os bancos europeus registaram 628 milhões de euros em lucros em paraísos fiscais onde não têm um único trabalhador. É o caso do francês BNP Paribas, que registou um lucro de 134 milhões de euros nas ilhas Caimão, onde não tem nenhum empregado.

O Luxemburgo e a Irlanda são os paraísos fiscais preferidos. Os vinte maiores bancos europeus registaram mais lucros no pequeno ducado do Luxemburgo do que no Reino Unido, Suécia e Alemanha.

A ONG Oxfam descobriu estes dados depois de recorrer à nova legislação comunitária que obriga os bancos a revelarem os lucros, país a país. Esta lei pretende impedir os grandes bancos de mudarem os lucros para praças financeiras onde a tributação da riqueza é na maior parte das vezes inferior ou mesmo inexistente.

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