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Mundo

Crise na Guiana Francesa em vias de resolução

O ministro do Interior francês, Matthias Fekl, e a ministra do Ultramar, Ericka Bareigts
O ministro do Interior francês, Matthias Fekl, e a ministra do Ultramar, Ericka Bareigts jody amiet / AFP

O ministro do Interior francês, Matthias Fekl, e a ministra do Ultramar, Ericka Bareigts anunciaram a um colectivo da Guiana o envio de mil milhões de euros do governo francês para acabar com uma crise que se arrasta há quase duas semanas. 

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O ministro do Interior francês, Matthias Fekl, e a ministra do Ultramar, Ericka Bareigts, deslocaram-se à Guiana para manter conversações com os sindicatos e os representantes dos movimentos sociais que lideram os protestos das últimas duas semanas.

Os mil milhões de euros vão ser aplicados em questões de segurança, justiça, educação e saúde descreveu o ministro do Interior.

"Temos conhecimento de que a crise é grave e atinge todo o território da Guiana Francesa", descreveu Mathhias Fekl. É necessário encontrar "respostas imediatas, mas também a longo prazo".

O executivo francês já tinha definido medidas para dar resposta às exigências da população, entre as medidas está a criação de um tribunal e de um centro penitenciário, assim como a suspensão do fecho de um centro médico.

A criminalidade também é uma das grandes preocupações. Um grupo de manifestantes, que se auto-denominam de Colectivo de 500 Irmãos, esteve na organização das manifestações apelando para uma maior segurança.

A faltarem quatro semanas da primeira volta das eleições presidenciais francesas, a greve geral na Guiana tornou-se um ponto de de atenção na campanha, os candidatos de todas as tendências falaram abundantemente sobre esta região da França que normalmente recebe pouca atenção por parte de políticos e meios de comunicação social.

Jean-Luc Mélenchon, declarou a "solidariedade com todos os cidadãos da Guiana Francesa". Por seu lado, Emmanuel Macron referiu-se ao território como uma "ilha", o que provocou um forte embaraço mediático, enquanto Marine Le Pen denunciou os "serviços cruelmente mínimos" do território. Benoît Hamon manifestou a sua solidariedade e a vontade de lançar um plano de investimentos a cinco anos. François Fillon afirmou que a crise era "consequência do fracasso das políticas de François Hollande", o presidente socialista.

A Guiana francesa é um dos cinco distritos ultramarinos da França, usa a moeda euro, mas a economia depende muito de importações e de subsídios. Em 2009, os departamentos ultramarinos de Guadalupe e Martinica, ambas ilhas do Caribe ficaram paralisadas por mais de um mês por greves similares, que em alguns casos desencadearam para a violência.

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