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Equador

Lenin Moreno vence eleições, Guillermo Lasso fala em fraude

Lenin Moreno, Quito, 2 de abril de 2017.
Lenin Moreno, Quito, 2 de abril de 2017. REUTERS/Mariana Bazo

 Lenin Moreno foi declarado, esta segunda-feira, vencedor das presidenciais com 51,10% dos votos, ultrapassando Guillermo Lasso (este com 48,9%). Até agora foram contabilizados, 95,27% dos votos.O candidato derrotado nas presidenciais do Equador, Guillermo Lasso, já denunciou a existência "de fraudes", nas eleições deste domingo, e disse ter informado o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, sobre a situação.

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 Lasso anunciou que os assessores legais da sua candidatura "vão apresentar o mais brevemente possível todas as objecções" perante alegadas irregularidades nas eleições, depois do rival Lenin Moreno, ter sido declarado vencedor das presidenciais.

O candidato do Creando Oportunidades (CREO, da oposição) disse estar céptico quanto à diferença entre as sondagens à boca da urna (já que algumas o davam como vencedor) e os resultados oficiais: "Não podemos permitir que se pretenda agredir a vontade popular e se instale um governo ilegítimo no Equador".

Por conseguinte, Lasso pediu aos apoiantes que fossem pacíficos, mas firmes nos protestos, que acha "legítimos em democracia".

Lasso alertou o Presidente do país, Rafael Correa, para que "não brinque com o fogo" e aconselhou-o a "não testar" os cidadãos equatorianos: "Aqui há gente que não tem medo de si."

Inicialmente, três sondagens, incluindo uma que acertou nos resultados da primeira volta, mostravam que Lasso iria vencer por seis pontos percentuais. Uma contagem rápida dos votos por uma organização local concluiu que houve um empate técnico com uma diferença de menos de 0,6 pontos percentuais a separar os dois candidatos. Mas o grupo não indicou qual dos candidatos tinha vantagem.

Entretanto, os apoiantes de Moreno começaram a celebrar o resultado e acusaram a oposição de tentar desmentir os votos. O presidente da comissão eleitoral apelou à calma. "O Equador merece que os seus actores políticos mostrem responsabilidade ética e reconheçam a vontade democrática expressada pelas pessoas nas urnas. Nenhum voto foi dado ou tirado a ninguém", disse Juan Pablo Pozo.

 

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