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Política/Rússia/Itália

Vladimir Putin contesta versão americana de ataque químico na Síria

Presidentes  Donald Trump  e Vladimir Putin.
Presidentes Donald Trump e Vladimir Putin. DR

As repercussões do recente ataque com armas químicas ocorrido na província síria de Khan Cheikhoun, continuam a dominar a agenda internacional. Em Lucca, na Itália, onde se reuniram os chefes da diplomacia do G7, os europeus incumbiram ao Secretário de Estado americano, Rex Tillerson, a tarefa de convencer a Rússia a retirar o seu apoio ao governo sírio. Analistas, afirmam contudo que na matéria, a resposta do Kremlim poderá ser glacial. O Presidente Vladimir Putin , declarou dispôr de informações segundo as quais, o ataque químico teria sido efectuado por opositores ao governo sírio, cuja intenção é precipitar uma intervenção armada dos Estados Unidos contra o poder de Damasco.O chefe de Estado russo qualificou o ataque de provocação, visando incriminar as autoridades sírias.

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 A administração Trump tem-se empenhado em justificar o ataque levado a cabo pela da frota de guerra americana, contra a base aérea síria de Shayrat no dia 7 de Abril. Moscovo considera que a operação americana , alegadamente em represália ao ataque com armas químicas em Khan Cheikhoun , foi uma violação da lei internacional, porque Washington não dispõe de elementos que atestem a responsabilidade do governo sírio. Vladimir Putin deveria dar um acolhimento frio ao Secretário de Estado americano,Rex Tillerson, que vai propôr em Moscovo um novo pacote para facilitar o desfecho o conflito sírio. O Kremlim continua a criticar a postura dos Estados Unidos perante a guerra na Síria.

 Durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo italiano , Sergio Matarella , à quem recebeu em Moscovo, o Presidente Putin, reiterou a sua advertência contra as "provocações" com armas químicas, que segundo ele estão a ser preparadas na Síria , para imputar a responsabilidade ao chefe de Estado sírio Bashar al-Assad.

 

Vladimir Putin: " Nós dispusemos de informações de várias fontes apontando para essas provocações__ de facto não há outro nome para isso__ provocações que estão também a ser preparadas noutras regiões da Síria, inclusivé nos arredores de Damasco, onde alguns preparam para lançar substâncias, de forma a imputar a responsabilidade às autoridades sírias.

 Nós consideramos que acontecimentos desse género, devem ser objecto de uma investigação minuciosa. É nossa intenção solicitar a estrutura competente da ONU,baseada na Haia, para que a comunidade internacional efectue um inquérito sério sobre os factos ocorridos.

 O que se passou em Khan Cheikhoun faz-nos lembrar os acontecimentos de 2003, durante os quais os representantes dos Estados Unidos no Conselho de Segurança tinham mostrado pretensas armas químicas encontradas no Iraque. Logo a seguir , os Estados Unidos iniciaram a sua campanha militar no Iraque, que terminou com a destruição do país e o aumento da ameaça terrorista, bem como a emergência do grupo Estado islâmico na cena internacional."

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