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TURQUIA

Turquia: União Europeia reage com prudência a referendo

"Tomamos nota da decisão", foram palavras, emitidas num comunicado, de Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia.
"Tomamos nota da decisão", foram palavras, emitidas num comunicado, de Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia. REUTERS/Christian Hartmann

Depois da vitória do "Sim" no referendo turco, os representantes da União Europeia reagiram hoje com prudência ao resultado. "Tomamos nota dos resultados", foram as palavras, emitidas num comunicado, dos dirigentes europeus.

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Sem felicitações nem palavras fugosas, foi assim que Bruxelas reagiu ontem aos resultados do referendo turco. Num comunicado conjunto, o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker (presidente da Comissão), Federica Mogherini (chefe da diplomacia europeia) e Johannes Hani (responsável do alargamento da UE), dizem terem "tomado nota da decisão do referendo".

Além disso, tendo em conta que o "sim" venceu por uma margem pequena (51,3% dos votos), Bruxelas apelou também ao consenso. "Tendo em conta os resultados renhidos do referendo e as implicações profundas na constituição, apelamos as autoridades turcas a procurar o maior consenso nacional possível". 

A mudança que esta vitória introduzirá no processo de negociação de entrada da Turquia na União Europeia também gera preocupação em Bruxelas. "As mudanças constitucionais, e nomeadamente as suas aplicações concretas, serão avaliadas à luz das obrigações da Turquia enquanto candidata à entrada na União Europeia", sublinham ainda os altos responsáveis europeus. 

Campanha para o referendo critica Bruxelas

De referir que, durante a campanha para o referendo, o presidente turco criticou por diversas vezes Bruxelas. Além de ter afirmado que tanto a Alemanha como a Holanda utilizavam "práticas nazis", Erdogan também condenou o facto de não ter havido qualquer avanço nas discussões sobre uma eventual introdução da Turquia na UE.

Agora o chefe de Estado turco promete propôr um referendo sobre a reintrodução da pena de morte. Caso o faça, processo de negociação sobre a entrada de Ancara na União Europeia, seria interrompido, tendo em conta que esta medida é vista como um "atentado aos direitos humanos". 

Com 51,3% dos votos, o presidente turco, Recep Tayiip Erdogan, venceu ontem o referendo que lhe permite alterar a Constituição de maneira a reforçar o seu poder. Prescindindo do primeiro-ministro, e podendo agora estender o seu mandato até 2029, o poder executivo concentra-se sobretudo em Erdogan.

 

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