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ESTADOS UNIDOS

Trump confirma saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris

Donald Trump, na Casa Branca, a confirmar a saída americana do Acordo de Paris.
Donald Trump, na Casa Branca, a confirmar a saída americana do Acordo de Paris. REUTERS/Kevin Lamarque

"Por forma a cumprir o meu dever solene de protecção da América e dos seus cidadãos, os Estados Unidos retirar-se-ão do Acordo de Paris sobre o clima" anunciou Donald Trump na Casa Branca.

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O seu antecessor, Barack Obama, reagiu de imediato em comunicado alegando que Trump "rejeitava o futuro".

Tanto a China como a União Europeia manter-se-iam comprometidas em defender o Acordo de Paris visando obter um aquecimento do planeta limitado abaixo dos 2°C através da redução da emissão de gases com efeito de estufa.

Um protocolo obtido na capital francesa em Dezembro de 2015 e que entrou em vigor em Novembro de 2016.

Os Estados Unidos, um dos maiores poluidores, tinham-se comprometido em respeitar as metas ali apontadas, mas desde a sua chegada à Casa Branca Donald Trump prometera deixar o acordo sob pretexto de que ele era nocivo para a defesa dos empregos americanos.

Washington promete agora encetar negociações, mas mantém que o Acordo da COP21 penaliza os Estados Unidos e não seria suficientemente duro para com a China e a Índia.

A Comissão europeia lamentou "profundamente" esta "decisão unilateral" enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, alegava que não se poderia voltar a negociar este protocolo.

Veja em baixo o video da intervenção em inglês do presidente francês sobre a decisão de Donald Trump.

 Confira aqui a tradução de um extracto da intervenção de Donald Trump:

"Com vista a cumprir o meu dever sagrado de proteger a América e os seus cidadãos os Estados Unidos vão-se retirar do Acordo de Paris sobre o clima...

... Mas comecerão negociações visando aderir seja ao Acordo de Paris ou a um acordo completamente novo garantindo a justiça para os Estados Unidos, as suas empresas, os seus cidadãos e contribuintes. Por isso retiramo-nos, mas começamos a negociar. A ver se conseguimos obter um acordo mais justo.

Se o conseguirmos, muito bem. Se não conseguirmos também não faz mal. Como presidente é o bem estar dos cidadãos americanos que tenho que colocar no patamar mais alto.

O Acordo de Paris sobre o clima é simplesmente o último exemplo de Washington a juntar-se a um acordo nocivo para os Estados Unidos que beneficiava exclusivamente outros países."
 

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