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REINO UNIDO

Reino Unido: Theresa May busca governo com unionistas irlandeses

A primeira-ministra britânica Theresa May sai fragilizada das eleições legislativas antecipadas desta quinta-feira.
A primeira-ministra britânica Theresa May sai fragilizada das eleições legislativas antecipadas desta quinta-feira. REUTERS/Toby Melville

A primeira-ministra britânica procurará formar governo, mas fica dependente de alianças para viabilizar novo executivo. Theresa May perdeu a maioria absoluta no parlamento nas eleições legislativas antecipadas de 8 de Junho.

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Este desaire eleitoral para Theresa May é uma humilhação para a primeira-ministra que convocara eleições antecipadas, supostamente para ter uma maioria clara que lhe permitisse negociar à vontade a saída do país do Reino Unido.

Tudo leva a crer que May aposta numa aliança com o Partido unionista democrata da Irlanda do Norte (protestante) que arrecadou 10 assentos no parlamento.

O seu adversário trabalhista Jeremy Corbyn já apelou à demissão da primeira-ministra. O partido conservador foi, ainda assim, o mais votado na Câmara dos comuns com 317 assentos quando a maioria no parlamento implicaria 326 deputados.

Reagindo à sua derrota Theresa May alegou que "neste momento aquilo de que o país precisa é de um período de estabilidade", e lembrou que a sua prioridade era obter "um bom acordo para o Brexit".

As negociações com a União Europeia sobre a saída britânica do bloco devem começar a 19 de Junho.

O risco parecia reduzido, mas Theresa May perdeu a aposta. Em vez de uma maioria reforçada, os eleitores britânicos votaram no partido Trabalhista e o partido Conservador perdeu o controlo da Câmara dos Comuns.

A solução é um governo com o apoio do partido democrata Unionista da Irlanda do Norte, disse.

O que o país precisa mais do que nunca é certeza. Tendo assegurado o maior número de votos e de lugares [no parlamento] nas eleições legislativas, é claro que apenas o partido Conservador e o Partido Unionista têm legitimidade e capacidade para providenciar essa certeza”.

Ignorando vários pedidos para que apresente a demissão, Theresa May quer continuar como primeira-ministra e conduzir as negociações para o Brexit.

Mas, das eleições emergiu como uma figura diminuída e a prazo, que poderá não durar os cinco anos de mandato.

Atento estará Jeremy Corbyn, motor de um resultado surpreendente do partido Trabalhista, para quem o poder está agora muito mais perto.

Confira aqui a crónica de Londres de Bruno Manteigas.

 

 

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