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França

Legislativas francesas: o Tsunami Macron

Assembleia Nacional Francesa.
Assembleia Nacional Francesa. LUDOVIC MARIN / AFP

O movimento de Emmanuel Macron juntamente com os seus aliados centristas estão posicionados para possivelmente obter uma larga maioria na segunda volta das legislativas do próximo Domingo na sequência da primeira volta de ontem durante a qual a "République en Marche", movimento desconhecido há ainda alguns tempos, pulverizou juntamente com os centristas do MODEM os partidos tradicionais.

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Segundo os resultados definitivos desta primeira volta, o movimento de Emmanuel Macron e seus aliados alcançaram os 32,3% de votos, bem longe, em segundo lugar, ficaram os Republicanos com 21,5%, a extrema-direita da Frente Nacional com 13,2% -um resultado que os próprios membros admitem ser decepcionante- em quarto lugar ficou a extrema-esquerda da França Insubmissa com 11% dos votos e os socialistas juntamente com os seus aliados contabilizaram 9,51% dos votos.

Projecções dos institutos de sondagens consideram que o partido do Presidente da República poderia arrecadar no final deste processo 400 a 445 dos 577 assentos parlamentares, ou seja bem acima dos 289 assentos necessários para obter a maioria absoluta. Ficaram de fora logo na primeira volta das legislativas alguns pesos pesados da vida política francesa, nomeadamente o antigo candidato socialista às presidenciais Benoît Hamon ou o também socialista Jean-Christophe Cambadélis, o que leva analistas em interpretar o voto de ontem como um desejo de renovação por parte dos eleitores.

Contudo, isto é sem contar com o campo vitorioso nestas eleições: a abstenção que chegou aos 51,29%, um Record nunca alcançado desde a instauração da Quinta Republica em 1958. Se os partidos de oposição interpretam este dado como sendo o sinal de uma rejeição dos projectos presidenciais e se até o porta-voz do governo reconhece que esse é um fracasso desta eleição, próximos do Presidente consideram pelo contrario que isso é uma marca de apoio ao Presidente que já lançou as suas primeiras reformas sobre o código laboral e a perenização do Estado de Emergência em França.
 

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