Acesso ao principal conteúdo
UNIÃO EUROPEIA

Primeira cimeira europeia com Macron

Tem hoje início, em Bruxelas, a primeira cimeira europeia em que participará, pela primeira vez, o Presidente francês Emmanuel Macron
Tem hoje início, em Bruxelas, a primeira cimeira europeia em que participará, pela primeira vez, o Presidente francês Emmanuel Macron REUTERS/Hannibal Hanschke

Começa hoje a primeira cimeira europeia a contar com a presença de Emmanuel Macron. Numa altura em que a União Europeia atravessa uma onda de optimismo, com o desemprego em queda e a economia a crescer, o novo Presidente francês pretende incarnar uma "nova Europa". 

Publicidade

Tem hoje início, em Bruxelas, a primeira cimeira europeia a contar com a presença do Presidente francês, Emmanuel Macron. Após a vitória do Brexit há um ano, que meteu em causa o projecto europeu, a União Europeia parece agora estar a atravessar um período de bonança. Todos os Estados membros estão em crescimento económico, o desemprego encontra-se em queda e os partidos eurofóbicos foram derrotados tanto na Holanda como em França. 

É neste contexto que Macron pretende encarnar "uma nova Europa" e influir um novo fulgor às políticas europeias. São várias as medidas propostas por Macron que pretendem renovar a imagem de Bruxelas, como a criação de um Ministro das Finanças da zona euro ou a organização de uma defesa comum europeia.

A segurança é, aliás, um dos principais assuntos que estarão em cima da mesa na cimeira que começa hoje e termina amanhã. Macron pretende desenvolver uma "Europa que protege", nomeadamente no combate ao terrorismo que continua a assolar o continente europeu, como o comprovaram os três atentados que tiveram lugar esta semana em Paris, Londres e Bruxelas. Tusk afirmou nomeadamente que Bruxelas pretende "provar às pessoas que é capaz de controlar acontecimentos que nos oprimem e terrorizam". 

No entanto, esta "Europa que protege" também quer defender os cidadãos europeus em termos económicos e sociais. Macron pretende lutar contra os efeitos nefastos originados pela mundialização ao introduzir medidas contra o dumping social e ao controlar os investimentos que parceiros externos fazem na Europa.

Theresa May enfraquecida após eleições legislativas

É também a primeira vez que a primeira-ministra britânica, Theresa May, se encontrará com os seus hómologos europeus após as eleições legislativas que a privaram de uma maioria absoluta. May que pretendia impôr um "hard Brexit" a Bruxelas, vê-se assim fragilizada nas negociações do Brexit, que tiveram início esta segunda-feira.

Foi neste contexto que várias personalidades políticas europeias afirmaram que Bruxelas não afasta um eventual regresso do Reino Unido à União Europeia. Depois de, durante a semana, tanto Emmanuel Macron como Angela Merkel terem afirmado que "a porta continuava aberta para o Reino Unido se manter na UE", foi hoje a vez de Donald Tusk de se exprimir sobre o tema. 

O Presidente do Conselho Europeu afirmou nomeadamente que "muitos amigos britânicos lhe perguntaram se o Brexit podia ser revertido", ao que Tusk terá respondido que "o projecto europeu foi construído em sonhos que pareciam impossíveis de atingir, por isso nunca se sabe". 

No entanto, a chanceler alemã Angela Merkel avisou também que "preparar o futuro a 27 é prioritário relativamente à questão sobre as negociações da saída da União Europeia". 

Espera-se, aliás, que Theresa May apresente, durante esta cimeira, as primeiras precisões relativamente ao estatuto que obterão os cidadãos europeus residentes em território britânico após a saída do Reino Unido. 

A eurodeputada do Partido Socialista, Liliana Rodrigues, afirma estar expectante relativamente às medidas europeias de Emmanuel Macron e que é prematuro falar de um retrocesso do Brexit. Confira aqui a entrevista. 

selfpromo.newsletter.titleselfpromo.newsletter.text

selfpromo.app.text

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.