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Economia/Brasil

Cortes financeiros ameçam Carnaval do Rio de Janeiro em 2018

A escola de Samba Unidos da Vila Isabel  durante um ensaio para o Carnaval do Rio 2017.  Rio de Janeiro .19.02.2017
A escola de Samba Unidos da Vila Isabel durante um ensaio para o Carnaval do Rio 2017. Rio de Janeiro .19.02.2017 Yasuyoshi CHIBA / AFP

O presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella tenciona reduzir para metade, os subsídios atribuídos às escolas de Samba que participam no tradicional desfile carvanalesco da chamada Cidade Maravilhosa. Património cultural do Brasil e uma das principais atracções turísticas do Rio de Janeiro, a festa do carnaval, segundo os detractores do autarca Crivella, poderia ser ameaçada na sua existência. Nesta sexta-feira, membros de várias escolas de samba do Rio de Janeiro decidiram manifestar frente ao município do Rio de Janeiro, para protestar contra os cortes previstos em 2018 por Marcelo Crivella.

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O Carnaval do Rio de Janeiro, um dos mais célebres do mundo, bem como elemento emblemático da cultura brasileira e da cidade do Rio de Janeiro, poderia ser afectado em 2018, por cortes financeiros.

Confrontado com a grave financeira do estado do Rio de Janeiro, o autarca Marcelo Crivella, tenciona reduzir os subsídios de apoio à organização do Carnaval, cuja celebração está programada em 2018 , de 9 à 14 de Fevereiro.

A Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro decidiu protestar nesta sexta-feira contra os cortes previstos por Marcelo Crivella, que segundo os seus dectratores poderão pôr em causa a organização da citada festa em 2018.

Algumas das escolas de samba ameaçaram boicotar o Carnaval do Rio em 2018, se a Municipalidade carioca reduzir os subsídios de apoio à grande festa popular.

O montante dos subsídios atribuídos pela Municipalidade do Rio de Janeiro é de 24 milhões de reais, o equivalente à cerca de 7 milhões de dólares.

Jorge Luiz Castanheira, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba criticou a decisão de Marelo Crivella e receou que o corte dos subsídios afecte sériamente a qualidade do espectáculo.

Crivella alegou que a redução para metade dos subsídios às escolas de samba, deve-se ao facto da necessidade de aumentar o orçamento, destinado aos infantários da cidade do Rio de Janeiro.

Pastor evangélico e membro da IURD(Igreja Universal do Reino de Deus), Marcelo Crivella, suscitou fortes críticas por não ter assistido às festividades do carnaval em 2017.

O autarca é acusado de adoptar uma atitude moralista, perante o espectáculo carnal , que atrai anualmente várias centenas de milhares de turistas.

Várias escolas de samba beneficiam do apoio financeiro dos chamados "bicheiros", padrinhos do lucrativo negócio de jogos de azar ilegais, mas a maioria depende dos subsídios e dos patrocinadores,que são cada vez mais raros devido à crise económica que afecta o Brasil.

 

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