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Portugal

Portugal: Ministro da Defesa vai responder sobre Tancos

Uma torre de vigia abandonada na Zona dos paióis da Base Militar de Tancos, 3 de Julho de 2017.
Uma torre de vigia abandonada na Zona dos paióis da Base Militar de Tancos, 3 de Julho de 2017. PAULO CUNHA/LUSA

O ministro da Defesa de Portugal, Azeredo Lopes, vai hoje ao parlamento para responder sobre o roubo de material de guerra nos Paióis Nacionais de Tancos, em Santarém. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convocou um Conselho Superior de Defesa e Conselho de Estado para 21 de Julho.

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O ministro da Defesa português, Azeredo Lopes, vai ser ouvido sobre o roubo de material de guerra em Tancos. A audição tinha sido proposta pelos partidos da oposição PSD e CDS-PP, o último dos quais tinha pedido a demissão do ministro.

Esta quinta-feira, o Chefe do Estado-maior do Exército, general Rovisco Duarte, foi ouvido na mesma comissão parlamentar e falou em falta de supervisão na segurança dos paióis. De acordo com fontes ouvidas pela agência Lusa, o general teria apontado, nomeadamente, falhas na análise de relatórios e deficiências nas rondas no perímetro dos paióis, assumindo a responsabilidade do exército.

Há uma semana, o exército português anunciou o arrombamento de dois paiolins nos Paióis Nacionais de Tancos, com o roubo de granadas e explosivos, entre outro material de guerra, mas não precisou a quantidade.

O chefe do Estado-Maior do Exército tinha afirmado, ao canal de televisão português SIC, que quem roubou o material de guerra tinha "conhecimento do conteúdo dos paióis" e admitiu a possibilidade de fuga de informação.

Entretanto, o general Rovisco Duarte exonerou temporariamente cinco comandantes da base de Tancos que eram responsáveis por indicar, rotativamente, os efectivos para a segurança das instalações.

O presidente da República exigiu “uma investigação total” e hoje convocou o Conselho Superior de Defesa e o Conselho de Estado para 21 de Julho. Em curso, está um inquérito da Polícia Judiciária Militar e da Polícia Judiciária e uma investigação no exército.

Esta quinta-feira, o ministério da Defesa divulgou que demorou "33 dias corridos" para dar "concordância prévia" ao pedido do exército para as verbas de reconstrução da vedação dos Paióis de Tancos. O pedido deu entrada a 3 de Maio, o despacho foi assinado a 5 de Junho e publicado em Diário da República a 30 de Junho, um dia depois de o exército ter tornado público o roubo militar de Tancos.

 

A lista do jornal “El Español”

O jornal “El Español” divulgou, no domingo, uma lista de armamento do material furtado e que teria sido distribuída às forças antiterroristas espanholas. A lista inclui, nomeadamente, 1.450 cartuchos de munição de nove milímetros, 18 granadas de gás lacrimogéneo e 150 granadas de mão ofensivas ".

- 1.450 cartuchos de 9 mm
- 22 bobinas de fio para activação por tracção
- Um disparador de descompressão
- 24 disparadores de tracção lateral multidimensional inerte
- Seis granadas de mão de gás lacrimogéneo CS / MOD M7
- 10 granadas de mão de gás lacrimogéneo CM Anti-motim M / 968
- Duas granadas de mão de gás lacrimogéneo Triplex CS
- 90 granadas de mão ofensivas M321
- 30 granadas de mão ofensivas M962
- 30 granadas de mão ofensivas M321
- 44 granadas foguete anti-tanque carro 66 mm com espoleta M4112A1 com lançamento M72A3 --M/986 LAW
- 264 unidades de explosivo plástico PE4A
- 30 CCD10 (Carga de corte)
- 57 CCD20 (Carga de corte)
- 15 CCD30 (Carga de corte)
- 60 iniciadores IKS
- 30,5 lâminas KSL (Lâmina explosiva)

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