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Venezuela

Venezuela: rejeição internacional da eleição Constituinte

Presidente Nicolas Maduro foi o primeiro eleitor a votar 30/07/2017.
Presidente Nicolas Maduro foi o primeiro eleitor a votar 30/07/2017. REUTERS/Miraflores Palace

 Estados Unidos, União Europeia e Mercosul rejeitam a eleição da Assembleia Constituinte na Venezuela, boicotada pela oposição que detém a maioria no actual parlamento, que deverá ser destituído.

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A embaixadora norte-americana junto da ONU Nikki Haley afirmou que a "eleição ilegítima de ontem foi uma mascarada" e que a Venezuela deu "um passo a caminho da ditadura" e os Estados Unidos que já infligiram sanções financeiras a 13 antigos e actuais responsáveis governamentais, ameaçam novas e mais fortes medidas.

Além dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, Reino Unido, Brasil, México, Chile, Colômbia, Panamá, Perú, Argentina e a Costa Rica não reconhecem a eleição para a Assembleia Constituinte de ontem, considerando-a anti-democrática.

México e Venezuela manifestaram a sua preocupação e nos países da região apenas a Bolívia e o Nicarágua - de tendência bolivariana - defendem a legitimidade do escrutínio, enquanto o Equador ainda não se manifestou.

Norberto Nunes, partido Vontade Popular

O Mercosul reúne-se dia 8 de Agosto em Lima e poderia expulsar a Venezuela.

O presidente do Parlamento Europeu Antonio Tajani afirma em comunicado que a instituição não reconhece esta eleição e fustigou a natureza anti-democrática do governo de Caracas.

A eleição destinou-se a eleger 545 deputados, que deverão tomar posse na quarta-feira e redigir uma nova Constituição, para substituir a de 1999 promulgada por Hugo Chavez e que segundo a oposição reunida no seio da coligação Mesa da Unidade Democrática, visa atribuir plenos poderes ao Presidente Nicolás Maduto e instaurar um regime comunista à cubana no país.

Oficialmente 41,5% dos 19,8 milhoes de eleitores participaram no escrutínio deste domingo, ou seja mais de 8 milhões de pessoas, o que é denunciado pela oposição maioritária no actual parlamento e que não participou no escrutínio - para quem e devido à simultaneidade do voto territorial e socio-profissional mais de 60% dos eleitores, votaram duas vezes.

Este número é também rejeitado por Norberto Nunes, antigo jornalista lusodescendente e membro do partido de oposição Vontade Popular, para quem apenas votaram cerca de 2 milhões de venezuelanos, mas a repressão policial e militar foi brutal e segundo ele, causou mais de 15 mortos e mais de 500 feridos.

A Venezuela é o primeiro exportador de petróleo na América Latina, mas está mergulhada numa profunda crise económica e segundo o instituto de sondagem Datanalisis 80% dos venezuelanos discordam da gestão do Presidente Nicolás Maduro.

As eleições presidenciais na Venezuela devem ocorrer em 2018.

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