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Terrorismo

Catalunha em estado de choque

O Rei Felipe e o chefe do governo Mariano Rajoy observaram um minuto de silêncio juntamente com milhares de anónimos em Barcelona, um dia depois do ataque ocorrido nas Ramblas.
O Rei Felipe e o chefe do governo Mariano Rajoy observaram um minuto de silêncio juntamente com milhares de anónimos em Barcelona, um dia depois do ataque ocorrido nas Ramblas. REUTERS/Sergio Perez

A Catalunha foi ontem alvo de atentados terroristas, um primeiro perpetrado à tarde em Barcelona, o segundo durante a noite em Cambrils, igualmente na Catalunha, os dois ataques tendo provocado um total de 14 vítimas mortais. O grupo Estado Islâmico reivindicou o sucedido.

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O primeiro ataque ocorreu durante a tarde de ontem em Barcelona, quando uma carrinha irrompeu pelo passeio pedonal de Las Ramblas, atropelando dezenas de pessoas. O atentado causou 13 mortes, para além de cerca de uma centena de feridos. Entre as vítimas mortais, está uma mulher de nacionalidade portuguesa, segundo confirmou esta tarde António Costa. Existe ainda outra portuguesa desaparecida. O governo francês, por sua vez, confirmou esta tarde que 28 franceses se encontram entre os feridos do ataque de Barcelona, 8 em estado grave.

Horas depois do ataque nas Ramblas, já na madrugada de hoje, foram abatidos a tiro cinco terroristas que tentavam replicar o atropelamento da tarde, em Cambrils, uma localidade a cerca de 100 quilómetros de Barcelona. Os cinco indivíduos avistaram uma operação STOP e começaram a atropelar pessoas antes de alcançarem os agentes. Depois de atacados a tiro pela polícia, a viatura dos terroristas capotou e estes saíram do carro armados com coletes de explosivos e armas brancas, tendo sido abatidos a tiro ainda perto da viatura. Para além dos cinco autores do ataque, existe mais uma vítima mortal e sete feridos.

O grupo Estado Islâmico, através da sua agência de notícias, não tardou em reivindicar os atentados. Segundo as autoridades espanholas, os ataques terão sido organizados por uma célula composta por doze pessoas, que operava na Catalunha. Até agora, foram detidos três suspeitos, para além dos cinco que foram abatidos no ataque desta madrugada. Já o condutor da carrinha que atacou as Ramblas continua em fuga, depois de ontem ter saído da viatura pelo próprio pé. Para já, o principal suspeito é um jovem radical muçulmano, alegadamente menor de idade. Mais pormenores com Miguel Araújo.

Perante estes ataques condenados em uníssono a nível internacional, o país tem vivido horas de recolhimento. O governo espanhol decretou 3 dias de luto nacional e hoje ao meio-dia, milhares de pessoas observaram um minuto de silêncio em Barcelona na presença do Rei Felipe e do chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, antes de clamar "Não temos medo".
 

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