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Macau

Macau/tufão: Diretor dos Serviços Meteorológicos demite-se

Ruas inundadas na cidade de Macau após passagem do tufão Hato.
Ruas inundadas na cidade de Macau após passagem do tufão Hato. Lusa/ ANTÓNIO MIL-HOMENS

Após a passagem do tufão Hato ontem (23 de Agosto) sobre Macau, esta cidade está em estado de sítio. A tempestade tropical foi a mais forte dos últimos 50 anos e causou pelo menos 8 mortos e 153 feridos. O Director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau demitiu-se e têm sido levantadas dúvidas sobre a eficiência das previsões antes da chegada do tufão.

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Em entrevista à RFI, João Picanço, jornalista na Teledifusão de Macau faz um ponto da situação: « Desde que há registo, ou seja nos últimos 50 anos, Macau nunca tinha sofrido um tufão desta natureza. O tufão Hato atingiu um sinal 10, que é um sinal altíssimo e que põe em risco a vida das pessoas, registam-se neste momento 8 mortos. Há várias estradas cortadas em pontos cruciais da cidade por causa de árvores caídas. Muitos edifícios sofreram danos complicados, não só edifícios antigos, edifícios novos também, hotéis e casinos. Nas últimas informações, ainda há 40 % da população de Macau sem água e sem gaz também. Houve pessoas que ficaram sem luz durante mais de 20 horas, a situação está muito complicada. Os supermercados estão a ser completamente esvaziados neste momento, embora o governo já tenha dado indicação de que não há falta de comida ».

As falhas na prevenção da catástrofe de sinal 10 poderiam estar na origem da demissão do director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) de Macau, Fong Soi Kun, no cargo desde 1998. O anúncio da sua demissão ocorreu antes da homenagem às vítimas do tufão Hato. O curto intervalo de tempo entre sinais (que passaram de 3 à 10 em menos 7 horas) fez gerar dúvidas sobre a capacidade de previsão dos SMG.

Sobre os cuidados de prevenção e a reacção do governo após a catástrofe natural, João Picanço refere que : « as queixas das pessoas pautavam para a falta de informação, para a falta de apoio que estão a ter as autoridades. De facto, o chefe do executivo de Macau confirmou que a prevenção e a antecipação da tragedia que assolou a região de Macau não foi suficiente ».

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