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Quénia

Quénia : Odinga condiciona participação nas eleições

Apoiantes do partido queniano National Super Alliance (NASA) liderado por Raila Odinga, 1 de Setembro de 2017
Apoiantes do partido queniano National Super Alliance (NASA) liderado por Raila Odinga, 1 de Setembro de 2017 SIMON MAINA / AFP

Raila Odinga, o leader da NASA, principal partido da oposição no Quénia, negou participar nas novas eleições gerais previstas para 17 de Outubro. Odinga exige que seja feita uma auditoria sobre o sistema electrónico de votação e que alguns membros da comissão eleitoral sejam despedidos. 

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Após a invalidação da eleição presidencial no Quénia pelo Tribunal Supremo, uma nova eleição foi programada para 17 de Outubro. Esta nova data foi escolhida depois do líder da oposição, Raila Odinga, ter recorrido ao Supremo Tribunal que aprovou o pedido de anulação das eleições por falta de cumprimento da Constituição.

Porém Raila Odinga criou hoje uma polémica ao declarar que não estava preparado para participar neste novo escrutínio. Ele reclama uma nova comissão eleitoral para evitar novas fraudes.

Em declarações à imprensa, Raila Odinga explica as suas reivindicações :“Uma parte dos responsáveis da Comissão Eleitoral deveria ser despedida. Alguns deveriam ser alvo de uma investigação e julgados pelo crime hediondo que cometeram nas últimas eleições. Temos conhecimento dos respectivos nomes. Achamos que estas pessoas não deveriam ser incumbidas de vigiar o processo eleitoral. Por conseguinte, declaramos que não estamos prontos a participar nas eleições previstas no dia 17 de Outubro”.   

O adversário de Uhuru Kenyatta também fez queixas contra a comissão eleitoral, IEBC, por ter escolhido uma data aleatória e pede uma auditoria do sistema de votação electrónico. No entanto, o seu pedido de renovação dos membros daquele órgão foi contestada pelo presidente cessante.

O Supremo Tribunal deve entregar as suas conclusões a 22 de Setembro e a IEBC disse que vai aguardar as denúncias formuladas contra ela, por forma a melhorar o seu funcionamento interno.

Receia-se que as ameaças da oposição possam reacender as contestações populares que já causaram 21 mortos em confrontos com a polícia após o anúncio da vitória de Kenyatta a 11 de Agosto de 2017.

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