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França

França: faleceu o mecenas Pierre Bergé

Pierre Bergé perante criações do antigo companheiro Yves Saint Laurent.
Pierre Bergé perante criações do antigo companheiro Yves Saint Laurent. REUTERS/Philippe Wojazer/File Photo

Pierre Bergé, célebre empresário, mecenas, coleccionador de arte e companheiro durante cinquenta anos do conhecido criador de moda Yves Saint Laurent, faleceu hoje aos 86 anos de idade na sua residência do sudeste de França, deixando atrás de si um rasto duradoiro no mundo das artes em França.

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Nascido no dia 14 de Novembro de 1930 na ilha de Oléron na costa oeste do país, Pierre Bergé era um homem de negócios e um importante mecenas. Nos anos 50, está ligado ao pintor de sucesso Bernard Buffet com quem vive durante 10 anos. Em 1961, três anos depois de conhecer Yves Saint Laurent funda com ele a casa de alta-costura do mesmo nome, com Yves Saint Laurent na parte artística e Pierre Bergé a ocupar-se da parte financeira. Os dois constroem um império do qual Pierre Bergé estava agora prestes a inaugurar dois testemunhos em Outubro: um museu em Paris e outro em Marraquexe, uma cidade que amavam e onde tinham adquirido o jardim em tons de azul do célebre pintor Jacques Majorelle.

Depois de o costureiro falecer, Pierre Bergé decide separar-se de parte da importante colecção de arte incluindo obras de Picasso e Brancusi que tinha constituído com ele. Em 2009 dispersam-se assim tesouros naquele que foi tido como o "leilão do século".Grande coleccionador de arte mas também de livros preciosos, Pierre Bergé estava igualmente a desfazer-se aos poucos da vastíssima colecção de livros valiosos que tinha constituído sozinho, tendo sido programas 3 vendas até 2018.

Conhecido pela sua influência no mundo das artes, Pierre Bergé é igualmente recordado pelo seu empenho na defesa dos direitos dos homossexuais, na luta contra o racismo, pelas suas convicções políticas -tendo sido um dos apoiantes do antigo presidente socialista François Mitterrand- o seu envolvimento na imprensa ao contribuir para salvar da falência o jornal Le Monde, Pierre Bergé tendo igualmente sido o director da Sidaction, uma das associações mais activas na luta contra a sida aqui em França.

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