Acesso ao principal conteúdo
Mundo

Nobel de Física atribuido a detecção de ondas gravitacionais previstas por Einstein

Colisão entre dois buracos negros, detectada pela primeira vez em 2015
Colisão entre dois buracos negros, detectada pela primeira vez em 2015 Cortesia de SXS Project/California Institute of Technology/Hando

O Prémio Nobel de Física no valor de 1,1 milhão de euros, foi hoje atribuido a três astrofisicos norte americanos, metade a Rainer Weiss e a outra metade a Barry Barish, Kip Thorne pelos seus estudos, que culminaram na detecção das ondas gravitacionais, um século depois de previstas por Albert Einstein na sua teoria da relatividade.

Publicidade

As ondas gravitacionais, que se propagam à velocidade da luz, são distorsões no espaço-tempo e poderão vir a fornecer valiosas informações sobre as origens do universo, mas Einstein, quando em 1916 já previa que quando uma massa de grandes dimensões, como o sol, uma estrela ou buracos negros, acelera no espaço, ela gera forças gravitacionais, que por sua vez provocam essas distorções, pensava que estas nunca poderiam ser medidas.

As ondas detectadas pela primeira vez a 14 de Setembro de 2015 e depois em Junho de 2016 e Janeiro de 2017 pelo Observatório LIGO nos Estados Unidos - Laser Interferometer Gravitaional-Wave Observatory, ligado ao Instituto de Tecnologia De Massachusetts e que reúne investigadores de 20 países - foram produzidas pela colisão de dois buracos negros e observadas um bilião e três mil anos depois, com um sinal extremamente fraco quando chegou à terra, mas que revoluciona a astrofísica.

Rainer Weiss (85 anos) e Kip Thorne (77 anos) foram pioneiros no projecto LIGO, mas Barry Barish (81 anos) foi quem o finalizou.

Este consiste em dois interferómetros laser gigantescos e idênticos, situados a 3.000 kms de distância (nos estados de Louisiana e Washington) capazes de medir uma alteração milhares de vezes menor do que um núcleo atómico, quando uma onda gravitacional passa pela Terra.

Foi o que se passou em 2015, quando a onda gravitacional percorreu em sete milisegundos a distância entre os dois laser, o que permitiu observar a discrepância mínima de luz, provocada pela passagem da onda.

Em Agosto de 2017 o detector europeu Virgo, situado em Pisa, na Itália, observou o mesmo tipo de ondas gravitacionais.

Já em 1950 estudos demonstraram que as ondas gravitacionais carregavam energia e por isso poderiam ser medidas.

Em 1970, os astrónomos Joseph Taylor e Russel Hulse provaram que as estrelas giravam ao redor delas mesmas e com isso perdiam energia e essa energia perdida, seria uma indicação da existência de ondas gravitacionais.

Graças a esta descoberta ambos foram laureados com o Prémio Nobel da Física em 1993.

Mas estas demonstrações, eram apenas indicações indirectas das ondas gravitacionais só directamente detectadas em 2015.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Faça o download da aplicação

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.