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Mundo

Manifestação contra a independência catalã

Bandeira espanhola durante a marcha contra a independência da Catalunha
Bandeira espanhola durante a marcha contra a independência da Catalunha REUTERS/Gonzalo Fuentes

Os independentistas aguardam que, amanhã, o presidente da Generalitat declare independência da Catalunha. As tensões entre Madrid e os separatistas no poder na Catalunha mergulham o país na mais grave crise política desde o regresso à democracia, em 1977.

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O presidente catalão (Generalitat), Carles Puidgemon, diz aplicar "o que diz a lei" catalã do referendo, suspensa pelo Tribunal Constitucional espanhol, que prevê a declaração da independência após o anúncio dos resultados oficiais do referendo de 1 de Outubro.

O líder dos Democratas da Catalunha, Antoni Castellà, partido no poder na Catalunha, advertiu que a declaração unilateral de independência é "indiscutível" enquanto o governo de Madrid admitiu que todos os cenários são possíveis, entre eles, a suspensão da autonomia política da região (artigo 155°).

"Nem a lei do referendo é simbólica, nem o povo que votou maciçamente é simbólico, nem os cidadãos que foram alvos de violência policial eram simbólicos", afirmou Antoni Castellà. Para os Democratas a aplicação do artigo 155° da Constituição não terá, se aplicado, efeitos políticos nem jurídicos sobre o território catalão.

Guilherme Queiroz, estudante português de passagem em Barcelona, assistiu às manifestações e descreve um acto "que se vestiu de nacionalismo, um pouco de extrema-direita e principalmente de uma atitude de desafio e conflito e que se distingue das outras manifestações".

"O que se viu ao contrário das manifestações independentistas e como se viu na manifestação de terça-feira, no dia da greve geral, foi muito desorganizada não só ao nível da estrutura e do caminho da manifestação em si, mas daquilo que defendia. Por um lado viam-se muitas bandeiras catalãs e não a bandeira independentista catalã mais a bandeira da região autónoma e por outro viam-se muitas bandeiras espanholas, algumas bandeiras falangistas", descreve Guilherme Queiroz.

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