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Iraque

Bagdade lança ofensiva sobre Kirkuk nas mãos dos curdos

Camiões cisterna junto de uma refinaria de petróleo em Kirkuk, zona reivindicada pelos curdos e Bagdade.
Camiões cisterna junto de uma refinaria de petróleo em Kirkuk, zona reivindicada pelos curdos e Bagdade. Staton R Winter/Bloomberg via Getty Images

As forças iraquianas retomaram hoje o controlo de certas posições em Kirkuk no norte do Iraque, zona petrolífera controlada nos últimos 3 anos pelos curdos depois de terem afugentado daquela localidade os combatentes do grupo Estado Islâmico em 2014, uma zona que tem sido agora reivindicada pelo Curdistão autónomo.

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Conforme receavam os curdos, a "ofensiva de grande envergadura" que acusavam Bagdade de estar a preparar, começou de facto. Nesta perspectiva, há 3 dias, o Iraque tomou a decisão de reabilitar o oleoduto ligando esta cidade ao porto turco de Ceyhan e no dia 11 de Outubro, a justiça iraquiana ordenou a detenção dos organizadores do referendo do passado dia 25 de Setembro em que 93% dos curdos do Iraque votaram a favor da sua independência.

O lançamento hoje desta operação aconteceu quando ainda há cerca de uma semana, aquando da sua visita em Paris, o Primeiro-Ministro iraquiano afirmou que "não queria confronto armado" com os curdos. Antevendo esta situação, milhares de Peshmergas posicionaram-se para continuar a controlar Kirkuk, doravante cercada pelas forças pro-governamentais.

Esta zona petrolífera que fornece 250 mil barris por dia sobre um total de 600 mil barris diários exportados pelo Curdistão iraquiano, tem sido alvo de todas as disputas entre Erbil e Bagdade. Resgatada em 2014 das mãos do Estado Islâmico pelos curdos é doravante reivindicada por eles apesar de não estar abrangida no território do Curdistão iraquiano.

Á medida que se vai conseguindo derrotar o Estado Islâmico no Iraque, vão-se também desfazendo as alianças de circunstância com o verniz a estalar entre os curdos e Bagdade depois do referendo sobre a independência do Curdistão iraquiano, uma perspectiva à qual se opõe Bagdade, bem como os restantes países da região que vêem com maus olhos eventuais veleidades de independência das suas respectivas comunidades curdas, designadamente a Turquia que esta semana também enviou tropas para o norte da Síria no intuito nomeadamente de conter o avanço dos curdos.

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