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Portugal

3 dias de luto nacional em Portugal

Bombeiros continuaram mobilizados na noite deste 16 de Outubro na zona da Lousã, no centro de Portugal.
Bombeiros continuaram mobilizados na noite deste 16 de Outubro na zona da Lousã, no centro de Portugal. REUTERS/Pedro Nunes

Aumentou para 41 o número de óbitos causados pelas centenas de incêndios que deflagraram no norte e centro de Portugal desde Domingo, anunciou esta tarde a Protecção Civil. O anterior balanço do final desta manhã dava conta de 37 mortos.

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As autoridades indicaram ainda que seis das sete pessoas que eram dadas como desaparecidas foram encontradas com vida. Continua todavia por determinar o paradeiro de uma senhora de 70 anos no distrito de Coimbra.

Apesar dos incêndios estarem a abrandar com a redução da força dos ventos e a chegada da chuva, mais de 3 mil homens continuaram mobilizados na noite de ontem para hoje no combate às chamas, tendo sido dominados quinze fogos considerados os mais importantes. A protecção civil contabilizou ainda uns 50 incêndios de menor envergadura, o nível de alerta vermelho devendo manter-se até às 20 horas locais desta terça-feira.

Perante esta situação, o executivo decretou 3 dias de luto nacional e o estado de calamidade pública em todos os distritos a norte do Tejo no intuito de manter a mobilização de mais meios nas áreas afectadas pelos fogos, numa altura em que a própria protecção civil reconhece que padeceu de uma cruel falta de meios aéreos para o combate às chamas.

Esta é a segunda vez que Portugal conhece um episódio desta dimensão. No passado mês de Junho, incêndios na zona centro do país, com especial incidência na zona de Pedrógão Grande matou 64 pessoas e provocou mais de 250 feridos. Depois dessa ocorrência, foi produzido um relatório sobre as falhas que permitiram o pesado balanço humano desses incêndios.

Perante esta situação e o ecoar das primeiras críticas, o chefe do governo António Costa declarou ontem que “depois deste ano nada pode ficar como antes” mas excluiu eventuais demissões no seio do seu governo. Noutra comunicação hoje, ao referir que é chegado o momento de “passar das palavras aos actos”, o Primeiro-Ministro português acrescentou que Portugal tem um problema estrutural na floresta e no sistema de prevenção e combate aos incêndios florestais. Mais pormenores com Anabela Góis.

Anabela Góis, correspondente da RFI em Lisboa

O descontentamento contudo parece estar longe de diminuir. Para além do CDS anunciar a sua intenção de apresentar uma moção de censura, soube-se que um grupo de cidadãos organiza no final desta tarde uma vigília junto do Palácio presidencial em Lisboa para expressar ao chefe de Estado a sua “profunda insatisfação e revolta”. Esta iniciativa espontânea denominada “Todos a Belém” tem por intuito exigir que o Presidente da República tome uma posição relativamente à actuação do governo neste contexto. Soube-se entretanto que Marcelo Rebelo de Sousa deve fazer um pronunciamento público às 20H30 locais.

Refira-se ainda que os incêndios que deflagraram em Portugal também lavraram o norte de Espanha com um balanço de 4 mortos na Galiza.

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