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Espanha

Ultimato de Madrid a Catalunha expira esta quarta-feira

Carles Puigdemont no dia 15 de outubro de 2017, em Barcelona, apelando à calma e acções não violentas
Carles Puigdemont no dia 15 de outubro de 2017, em Barcelona, apelando à calma e acções não violentas REUTERS/Ivan Alvarado

A um dia do ultimato do governo central de Madrid às autoridades da província autónoma da Catalunha e do Tribunal constitucional ter divulgado um acórdão dizendo que na constituição da Espanha, não há "referendo de auto-determinação", registaram-se manifestações pró e anti-independistas em Barcelona e Madrid.

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O governo de Madrid deu até amanhã, 18 de outubro, um ultimato, ao governo local da Catalunha para anular a sua declaração de independência depois da vitória do SIM por 90% no referendo de 1 de outubro.

O presidente executivo da Catalunha Carles Puigdemont, logo depois da vitória foi ao Parlamento regional, declarar que o povo catalão tinha-se pronunciado pela independência e que agora competia aos eleitos locais validar esse desejo.

Mas, o governo central de Madrid, que esteve desde o início contra esse referendo, que tentou impedir, até ao dia da votação, com acções violentas reagiu também, dando um ultimato a Catalunha, que expira esta quarta-feira.

Um ultimato que quer dizer, ou a Catalunha volta atrás e respeita o estipulado na Constituição, ou então, Madrid, suspende todos os poderes locais, inclusivamente as instituições autónomas regionais.

Aliás, para lembrar, o governo local da Catalunha e reforçar a decisão de Madrid, os juízes do Tribunal constitucional da Espanha, declararam, hoje, por unanimidade, "a insconstitucionalidade e a nulidade da totalidade da lei de Catalunha de 6 setembro, chamada, lei do referendo de autodeterminação".

"Não existe um direito à autodeterminação para nenhum dos povos da Espanha", sublinhou num acórdão tornado público, hoje, a Tribunal constitucional espanhol.

Foi pois neste clima que o dia de hoje foi marcado igualmente por manifestações anti-independentistas em várias cidades da Espanha, nomeadamente, na capital Madrid, mas também em Barcelona, onde se registaram manifestações pró-independência, mas em menor escala, devido ao clima de medo.

Segundo Gabriel Freitas, espanhol de origem santomense e professor de francês, em Barcelona, o dia de hoje, foi de calma e de expectativa.

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