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Catalunha

Catalunha: Carles Puigdemont resiste a Rajoy

Carles Puigdemont, Presidente da Catalunha.
Carles Puigdemont, Presidente da Catalunha. Ruben Moreno Garcia/Generalitat de Catalunya/Handout via REUTERS

Carles Puigdemont, presidente da Catalunha, afirmou neste sábado, 21 de Outubro, que não se ia submeter ao primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy, que decidiu aplicar o artigo 155 da Constituição.

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O futuro da Catalunha continua incerto, ao mesmo tempo que a guerra entre Madrid e Barcelona se intensifica.

O primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy confirmou oficialmente ontem a aplicação do artigo 155 da Constituição na Catalunha, que passa a ser tutelada pelo Governo Central.

Na sequência destas declarações, e depois de manifestações na Catalunha, foi a vez de Carles Puigdemont, presidente da Região Autónoma, se exprimir. Para Puigdemont, este é o "pior ataque ao autogoverno da Catalunha desde a ditadura de Francisco Franco", admitindo ainda que "o Governo espanhol proclamou-se de forma ilegítima" representante dos catalães.

Carles Puigdemont foi ainda mais longe e pediu o apoio da União Europeia: "Quero enviar uma mensagem à Europa, não somente para os líderes europeus, mas especificamente para todos os povos europeus. Partilhamos a mesma embarcação. Se os valores da Europa estão em perigo na Catalunha, também vão estar em toda a Europa. Decidir democraticamente o futuro de uma Nação, não é um crime. Isso vai contra os fundamentos de unidade da União Europeia, na diversidade dos seus povos. A Catalunha é uma antiga Nação europeia, de acordo com os valores da União Europeia. Fizemos o que fizemos porque acreditamos numa Europa democrática e pacífica. A Europa da carta dos direitos humanos deve nos proteger a todos e todas. Vocês têm de perceber que a luta que fazem nos vossos territórios, é a mesma que fazemos na Catalunha. E vamos continuar a lutar", concluiu.

Ouça as declarações de Carles Puigdemont.

De notar que a procuradoria-geral espanhola confirmou no sábado que irá acusar Carles Puigdemont do crime de rebelião se ele avançar com uma declaração unilateral de independência. Segundo o Código Penal espanhol, este crime é punível com pena de 15 a 25 anos de prisão, uma pena que poderá ser agravada para 30 anos se resultar em confrontos armados entre as forças revoltosas e as leais à autoridade legítima.

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