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Chile

Chile: duelo conservadores vs socialistas à vista

Sebastian Piñera (à esquerda) e Alejandro Guillier (à direita) durante um debate televisivo a 6 de Novembro.
Sebastian Piñera (à esquerda) e Alejandro Guillier (à direita) durante um debate televisivo a 6 de Novembro. REUTERS/Ivan Alvarado

Os chilenos foram ontem chamados às urnas para presidenciais para as quais não se candidatou a Presidente cessante, Michelle Bachelet, que já atingiu o limite constitucional de dois mandatos. O favorito deste escrutínio, o candidato de direita e antigo Presidente Sebastian Piñera foi o mais votado com cerca de 36% dos votos e em segundo lugar ficou o candidato de esquerda Alejandro Guillier com um pouco mais de 22% dos votos. Eles deverão enfrentar-se na segunda volta marcada para 17 de Dezembro.

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Considerado o "Berlusconi chileno", o conservador Sebastian Piñera que já foi Presidente entre 2010 e 2014, mostrou-se confiante na possibilidade de alcançar um segundo mandato. Por seu turno, o candidato independente de esquerda e jornalista Alejandro Guillier também se mostrou seguro considerando que "ficou claro que os chilenos querem mudança, que são mais numerosos e que vão ganhar em Dezembro", isto numa referência não só ao seu próprio resultado mas igualmente à terceira formação mais votada, a extrema-esquerda.

Com efeito, apesar da extrema-direita de António Kast, que reivindica abertamente a herança do ditador Pinochet, ter obtido quase 8% dos votos, a grande surpresa deste escrutínio foi, de facto, o forte impulso dado pelos eleitores à candidata de extrema-esquerda, Beatriz Sanchez, que obteve 20% dos votos. Creditada com menos de 10% dos votos nas sondagens, a candidata da coligação Frente Amplio exigiu explicações aos institutos de estatística e considerou que "se as sondagens tivessem dito a verdade, ela estaria na segunda volta". O certo é que na óptica dos analistas, a terceira candidata mais votada tem em mãos um forte poder de negociação no âmbito da segunda volta.

Madalena Lobão Tello, pintora de origem portuguesa radicada há 30 anos em Santiago do Chile, votou à esquerda ontem nestas eleições e não esconde a sua satisfação perante o cenário que se apresenta.

Refira-se ainda que no quadro destas eleições, o Congresso foi parcialmente renovado, com a coligação de direita de Sebastian Piñera a obter o maior número de assentos, mas sem maioria. Sobre 155 assentos parlamentares, os conservadores obtiveram 72 assentos e, no senado, alcançaram 19 assentos sobre os 43 disponíveis.

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