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Conselho de Segurança da ONU reúne-se de urgência hoje

Donald Trump acena a declaração de que os Estados Unidos reconhecem Jerusalém como a capital de Israel.
Donald Trump acena a declaração de que os Estados Unidos reconhecem Jerusalém como a capital de Israel. REUTERS/Kevin Lamarque

O Conselho de Segurança da ONU reúne-se de urgência nesta sexta-feira, depois de o Presidente dos Estados Unidos reconhecer na quarta-feira Jerusalém como a capital de Israel.

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Oito países sobre quinze membros do Conselho de Segurança solicitaram esta reunião de urgência ao Japão que assegura actualmente a presidência rotativa do órgão, para analisar a decisão do presidente Donald Trump de reconhecer Jerusalém capital de Israel.

Por seu lado, o Secretário geral das Nações Unidas António Guterres disse que a paz no Médio Oriente só é possível baseando-se no pressuposto de dois estados, com Jerusalém como a capital de ambos, Israel e Palestina. O antigo Primeiro-ministro português deu a entender que não existe alternativa a não ser a solução de dois estados.

Donald Trump anunciou na quarta-feira que os Estados Unidos reconhecem Jerusalém como capital de Israel e que o seu país vai transferir a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, contrariando a posição da ONU e dos países europeus, árabes e muçulmanos, assim como a linha diplomática seguida por Washington ao longo de décadas.

Desde este anúncio de Trump foram registados confrontos e manifestações na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, mas também protestos em países como a Tunísia, Jordânia, Turquia e Paquistão. Em reação ao anúncio norte-americano, o movimento palestiniano Hamas convocou hoje o início de uma “terceira Intifada” contra Israel.

Hoje, sexta-feira, dia da principal oração da semana dos muçulmanos, já se registaram fortes confrontos na região. Vários movimentos islâmicos palestinianos apelaram para que se observasse hoje um dia "de raiva".

Enfim, o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat lamentou a decisão dos Estados Unidos considerando “que aumentará as tensões na região e complicará ainda mais a procura de uma solução para o conflito israelo-palestiniano".

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