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Amnistia Internacional : UE é cúmplice dos abusos na Líbia

Migrantes num centro de detenção na Líbia
Migrantes num centro de detenção na Líbia ©Abdullah DOMA/AFP

A Amnistia Internacional divulgou um relatório no qual acusa a União Europeia de ser cúmplice nos maus tratos a migrantes e escravatura na Líbia.

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No relatório intitulado "Libya’s dark web of collusion: Abuses against Europe-bound refugees and migrants" ou "A tenebrosa teia de conluio na Líbia: abusos de refugiados e migrantes rumo à Europa", a Amnistia Internacional concluiu que os governos da União Europeia são “cúmplices na tortura e abuso de dezenas de milhares de refugiados e migrantes detidos pelas autoridades líbias de imigração em condições chocantes”.

"A guarda costeira da Líbia, tal como algumas milícias, têm abusado de forma inaceitável os refugiados, migrantes e pedidos de asilo que chegam à Líbia e depois tentam a travessia para a Europa. A União Europeia tem sido cúmplice porque financia esta acção", descreveu Pedro Neto, director-executivo da Amnistia Internacional de Portugal.

A União Europeia apoia a Líbia através de financiamento dos campos de detenção, formações dada à guarda costeira com o objectivo de travar a vaga migratória vinda de África.

"A União Europeia faz acordos com estes países para que mantenham os refugiados no seu território e não os deixem chegar à Europa. A guarda costeira quando aborda as embarcações marítimas está a trabalhar em conluio com as milícias e traficantes. Em vez de salvar as pessoas, passa-as para a embarcação da guarda costeira onde são maltratadas e violentadas para depois serem levadas, de volta, para a Líbia onde as depositam em centros de detenção e onde também são vítimas de maus tratos", explicou Pedro Neto.

Pedro Neto, director-executivo da Amnistia Internacional de Portugal

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