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França/China

Primeira visita à China do Presidente Emmanuel Macron

Presidente Emmanuel Macron em visita à China a 8 de Janeiro 2018
Presidente Emmanuel Macron em visita à China a 8 de Janeiro 2018 REUTERS/Charles Platiau

Presidente Emmanuel Macron iniciou a sua primeira visita de três dias à China em Xian, cidade milenar, antiga capital, símbolo da unificação chinesa e ponto de partida oriental da antiga Rota da Seda que durante séculos ligou a Europa à Ásia.

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O Presidente Xi Jinping lançou em 2013 a iniciativa "Cinturão e Estrada" cujo objectivo é recriar novas Rotas da Seda do século XXI, e um conjunto de ligações terrestres e marítimas entre a Ásia e a Europa, com a construção de infraestruturas como estradas, portos e caminhos de ferro em 65 países, um projecto orçado em mais de mil milhões de dólares.

José Rocha Diniz, director Jornal Tribuna de Macau

Na sua primeira viagem oficial a Ásia, iniciada em Xian, berço da civilização chinesa, onde se encontra o famoso exército em terracota do unificador do império chinês Qin Shi Huang, o Presidente Emmanuel Macron evocou a necessidade de uma parceria franco-chinesa para "relançar a batalha contra o aquecimento climático" e anunciou que 2018/2019 seria o "ano franco-chinês da transição ecológica".

O défice comercial da França para com a China é de cerca de 30 mil milhões de euros, pelo que esta visita tem uma forte componente comercial, sendo o Presidente acompanhado por mais de meia centena de empresários, que deverão assinar outros tantos contratos e acordos comerciais.

Emmanuel Macron e Xi Jinping que se encontraram em Julho passado em Hamburgo à margem da cimeira do grupo G20, terão sem dúvida amanhã (9/01) no seu encontro formal várias questões em agenda, a nível não só económico, mas também diplomático com em pano de fundo as ameaças da Coreia do Norte.

José Rocha Dniz, director do Jornal Tribuna de Macau, ressalva sobretudo o facto da viagem do Presidente Emmanuel Macron ocorrer no momento em que a União Europeia está em crise, com um "vazio" de liderança no relacionamento com a China, o que pode ser profícuo à China e à França, dado que os "eixos de sustentação da União Europeia estão um pouco debilitados".

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