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França /Saúde

França : Leite em pó Lactalis continua a dar que falar

Fachada da marca de leite Celia, da Lactalis, em Craon, na França
Fachada da marca de leite Celia, da Lactalis, em Craon, na França DAMIEN MEYER / AFP

O Presidente da Associação das vítimas do leite Lactalis, Quentin Guillemain, pergunta se o Estado francês é absolutamente irrepreensível, visto continuarem à venda latas de leite em pó daquela marca, nomeadamente na internet. O leite em pó para bebés Lactalis, contaminado com salmonelas, atingiu 37 bebés em França, e 18 tiveram de ser hospitalizados.

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Depois de ter sido recebido esta manhã pelo Ministro da Economia, Bruno Le Maire, e pela Ministra da Saúde, Agnès Buzyn, o Presidente da Associação das vítimas do leite Lactalis, Quentin Guillemain, continua a põr em causa o fabricante, os distribuidores, e mesmo próprio Estado, alegando que o produto, contaminado com salmonelas, continua à venda em 83 países.

Tudo começou quando a multinacional Lactalis se apercebeu duma anomalia, depois dos controlos internos de Agosto e de Novembro, na fábrica de produção, em Craon, a Noroeste da França. Mas o fabricante levou muito tempo a reagir, e a contaminação apenas foi revelada ao público em princípios de Dezembro.

Foi então aberto um inquérito por "danos involuntários, pondo em risco a vida alheia", "engano agravado pelo perigo para a saúde humana", e "não execução de um procedimento de retirada de um produto" prejudicial à saúde. A Lactalis anunciou depois ter retirado do mercado francês e internacional 720 lotes de leite infantil e outros produtos.

A salmonela é uma bactéria que pode causar intoxicações alimentares, provocar náuseas, dores abdominais e diarreia, e mesmo infecções mais graves.
O PCA do grupo Lactalis, Emmanuel Besnier, apresentou a suas desculpas públicamente, e prometeu indeminizar todas as famílias de crianças atingidas pela contaminação.

Mas o Ministro da Economia, Bruno Le Maire, afirma que "a segurança sanitária não é negociável", e o Presidente Emmanuel Macron assegurou que as autoridades aplicarão "sanções", se for demonstrado que houve "práticas inaceitáveis".

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