Acesso ao principal conteúdo
Mundo

Oxfam toma medidas para acabar com abusos

Winnie Byanyima, directora executiva da Oxfam Internacional.
Winnie Byanyima, directora executiva da Oxfam Internacional. ERIC FEFERBERG / AFP

A direcção internacional da ONG britânica Oxfam vai tomar medidas para um pôr termo aos comportamentos abusivos de alguns dos seus colaboradores.

Publicidade

A organização humanitária anunciou a criação de uma comissão que "trabalhará à distância da Oxfam" e que terá acesso aos registos da ONG e de seus funcionários, que serão entrevistados para a identificação dos abusos.

A ONG negou falta de transparência na gestão do escândalo haitiano, que provocou a fuga de muitos colaboradores e levou o governo britânico a ameaçar suspender os subsídios para as organizações que dissimulam escândalos sexuais.

O escândalo já provocou a demissão da directora-adjunta da Oxfam, Penny Lawrence, e o afastamento do antigo bispo sul-africano Desmond Tutu, Prémio Nobel da Paz, que renunciou a seu cargo de embaixador da ONG britânica. A actriz britânica Minnie Driver e o cantor senegalês Baaba Maal também se afastaram.

A organização humanitária não transmitiu as denúncias sobre a contratação de prostitutas às autoridades haitianas no momento de sua investigação, mas, nesta sexta-feira, informou que os nomes de pessoas envolvidas foram comunicados desde então.

A directora executiva da Oxfam internacional, Wynnie Byanyima, declarou que organização humanitária decidiu efectuar um inquérito para apurar acusações de assédio e exploração sexuais por parte de alguns dos seus membros, nomeadamente, no Haiti e em países africanos como o Chade e o Níger.

"Eu asseguro que nós estamos a resolver o que se passou no Haiti. Eu pedi desculpas. E mostramos que, desde a nossa missão no Haiti em 2011, a Oxfam encetou um processo de fortalecimento do seu funcionamento interno. O que aconteceu no Haiti e a maneira como foi gerido é lamentável, mas hoje em dia tal não teria acontecido. Hoje em dia os nossos mecanismos são muito mais consistentes e mais capazes de prevenir e de lidar com escândalos. Por isso, quero garantir ao público que tudo depende da situação. Os efectivos de Oxfam em tudo o mundo, em mais de 90 países, na sua maioria, são boas pessoas... pessoas com valores sólidos. Pessoas em missão que arriscam as suas vidas para salvar a humanidade porque nós acreditamos na humanidade" afirmou a directora executiva da Oxfam.

selfpromo.newsletter.titleselfpromo.newsletter.text

selfpromo.app.text

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.