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França

Líder da direita francesa em plena polémica

As declarações de Laurent Wauquiez causaram mal-estar até no seu próprio campo.
As declarações de Laurent Wauquiez causaram mal-estar até no seu próprio campo. AFP/Nicolas Tucat

Laurent Wauquiez, líder dos republicanos na oposição, está na tormenta desde Sexta-feira depois da difusão num canal de televisão privado de extractos de gravações dele feitas em "off" na semana passada durante uma aula numa escola de comércio em Lyon, no centro do país, em que critica violentamente a equipa Macron assim como o antigo Presidente da República e antigo líder do seu próprio partido, Nicolas Sarkozy.

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Antes de começar a aula, bem que o líder dos Republicanos tinha avisado: "é preciso que tudo o que digo fique entre nós. Portanto, nada de "fugas", nada de comentários nas redes sociais, nada de transcrever aquilo que digo, porque senão isto não vai poder ser um espaço de liberdade e o que vou dizer vai ser apenas o disparate que dou para a comunicação social".

Não era suposto que fossem gravadas e muito menos divulgadas as declarações em que Laurent Wauquiez refere que o antigo presidente Nicolas Sarkozy tinha colocado os seus ministros sob escuta, que o presidente Macron tinha constituído uma equipa durante a campanha para as presidenciais para demolir o seu adversário Republicano François Fillon e que o Ministro da Acção e das Contas Públicas Gerald Darmanin, posto em causa por alegado abuso sexual, devia demitir-se das suas funções.

Só que na passada Sexta-Feira, essas declarações em "off" foram divulgadas e desde então tem sido a tempestade. Esta manhã, o Ministro Gerald Darmanin, considerou que ficaria bem a Wauquiez que pedisse desculpa. Só que até agora, o líder dos Republicanos apenas pediu desculpa ao antigo Presidente Sarkozy. Quanto a tentar desarmar a controvérsia, os porta-vozes de Laurent Wauquiez preferiram questionar os métodos utilizados pelos jornalistas que divulgaram a famosa gravação. Mais pormenores aqui.

Este contra-ataque não tem conseguido ocultar a polémica até no seu próprio campo. Eric Woerth, Presidente Republicano da Comissão das Finanças, considerou que estas palavras nao contribuem para a união do partido. Por seu lado, Xavier Bertrand, presidente da região "Hauts de France" no norte do país, que deixou o partido mal Wauquiez foi eleito em Dezembro para a sua liderança, acusou-o de "fazer pior do que Trump". Entre os socialistas, o antigo Ministro Pierre Moscovici criticou quanto a si a "estratégia cínica" de Wauquiez visando a "ir buscar eleitores de extrema-direita".

Refira-se entretanto que apesar da equipa de Wauquiez não excluir a hipótese de colocar este caso nas mãos da justiça, o director da escola de comércio de Lyon afastou a eventualidade de um inquérito interno para apurar a autoria da polémica gravação.

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