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CATALUNHA

Catalunha: Puidgemont renuncia provisoriamente à presidência

Na Catalunha, o líder independentista Carles Puidgemont anunciou ontem que renuncia temporariamente à presidência do governo autónomo catalão, mais conhecido como Generalitat.
Na Catalunha, o líder independentista Carles Puidgemont anunciou ontem que renuncia temporariamente à presidência do governo autónomo catalão, mais conhecido como Generalitat. REUTERS/Yves Herman

Na Catalunha, o líder independentista Carles Puidgemont anunciou ontem que renuncia temporariamente à presidência do governo autónomo catalão, mais conhecido como Generalitat. Numa alocução difundida nas redes sociais, Puidgemont afirmou que "nas actuais condições, esta é a única maneira para que se constitua um novo governo o mais rapidamente possível".

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Com uma bandeira catalã e europeia no fundo, Carles Puidgemont, exilado em Bruxelas há 4 meses, anunciou ontem num vídeo difundido nas redes sociais, que pediu ao presidente do Parlamento catalão para "não apresentar a candidatura para que eu seja investido como presidente da Generalitat". A principal razão que deu para esta decisão foi nomeadamente a de que, assim, poderá "ser constituído um novo Governo o mais rapidamente possível".

Efectivamente, o objectivo é o de acabar com o bloqueio político levantado pelo Governo espanhol. Eleito no final de Dezembro, Puidgemont não conseguiu aceder ao poder já que o Tribunal Constitucional exigiu que se entregasse antes à justiça espanhola para ser julgado por rebelião e sedição. Consequentemente, caso regressasse ao território espanhol, Puidgemont seria imediatamente entregue à justiça. 

É nomeadamente por isso que, após o anúncio, foram várias as manifestações de regozijo em Madrid. Em declarações à AFP, uma fonte do Governo espanhol afirmou que, após um mês e meio, "Puidgemont assume que não será presidente".

Sucessores geram divisões

Ainda assim, mesmo que Puidgemont se tenha afastado provisoriamente, o nome de Jordi Sánchez, candidato que propôs para o substituir, também é problemático e controverso. Número dois do movimento "Juntos pela Catalunha", qualificado por Puidgemont como "homem de paz injustamente preso", encontra-se encarcerado há quatro meses por alegada sedição. 

Diante desta proposta, o porta-voz do Governo espanhol, Íñigo Méndez de Vigo, afirmou que "governar a tempo parcial ou porque se está a fugir da justiça ou porque se está na prisão, não é viável e o Governo não o vai aceitar".

O nome de Jordi Sanchez também gera divisões no seio dos próprios movimentos independentistas. O partido Esquerda Republicana da Catalunha, principal aliado de "Juntos pela Catalunha", rejeita a proposta de Puidgemont, optando, pelo contrário, pelo seu líder, Oriol Junqueras, também ele preso. 

De realçar que Puidgemont, ainda que abandonando a presidência provisoriamente, pretende tornar-se líder de um "governo no exílio" e afirmou vai trabalhar para "manter a legitimidade da República catalã". 

Confira aqui um excerto da alocução do líder independentista, Carles Puidgemont.

Carles Puidgemont

 

 

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