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Coreia do Norte / Coreia do Sul

Delegação sul-coreana na Coreia do Norte

Chegada da delegação sul-coreana a Pyongyang, nesta segunda-feira, para se reunir com o Presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-Un
Chegada da delegação sul-coreana a Pyongyang, nesta segunda-feira, para se reunir com o Presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-Un REUTERS/Jung Yeon-je/Pool

Uma delegação sul-coreana composta por 10 membros deslocou-se à Coreia do Norte com vista a discutir eventuais melhorias das relações entre as duas Coreias. Esta delegação sul-coreana que é a primeira a deslocar-se a Pyongyang desde 2007 foi recebida num jantar com o Presidente Kim Jong Un.

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Esta é também a primeira vez que responsáveis sul-coreanos se avistam com Kim Jong Un desde que sucedeu ao pai, Kim Jong Il, em 2011. Esta delegação chefiada pelo director do Ofício sul-coreano da Segurança Nacional, Chung Eui-Yong, foi recebida esta Segunda-feira à chegada a Pyongyang por Ri Son Gwon, presidente da Comissão norte-coreana para a Reunificação Pacífica do País e por Kim Yong Chol, director do Departamento norte-coreano dos Assuntos Inter-coreanos. Depois do jantar desta noite com o Presidente norte-coreano, uma fonte desta delegação refere que está ainda previsto um outro encontro esta Terça-feira de manhã antes do seu regresso a Seul de onde deve partir na Quarta-feira rumo a Washington para dar conta da evolução das discussões com Pyongyang.

A ideia é não só estreitar os elos entre o norte e o sul, é tentar igualmente facilitar um eventual diálogo entre Pyongyang e Washington depois de ambas as capitais terem manifestado recentemente o desejo de dialogar, após meses de trocas de insultos.

Aproveitando o desanuviamento proporcionado pela participação da Coreia do Norte nos Jogos Olímpicos de inverno que terminaram no passado 25 de Fevereiro na sua vizinha do sul, os dois irmãos têm multiplicado os gestos simbólicos. Um dos momentos mais emblemáticos foi a deslocação à Coreia do Sul de Kim Yo Jong, irmã mais nova do Presidente norte-coreano cuja visita foi a primeira de um membro da dinastia reinante de Pyongyang desde o fim da guerra entre as duas Coreias em 1953. Durante esta deslocação, a emissária entregou ao Presidente sul-coreano um convite para participar numa cimeira em Pyongyang

Contudo, Moon Jae-In optou pela prudência antes de responder ao convite. Ele considerou que era preciso instaurar boas "condições" para o diálogo. Até agora, essas "condições" têm sido difíceis de reunir. Para encarar o diálogo, Donald Trump tem colocado como pressuposto o abandono por Pyongyang dos seus programas balístico e nuclear, uma condição rejeitada por Pyongyang. Por sua vez, Kim Jong Un exige o fim das manobras militares conjuntas entre Seul e Washington, consideradas pelo regime norte-coreano como preparativos para um conflito armado. De acordo com indicações na semana passada da agência noticiosa sul-coreana Yonhap, os próximos exercícios poderiam acontecer no começo de Abril. Mas segundo Moon Chung-In, conselheiro do Presidente sul-coreano em matéria de segurança, "se houver conversações entre Washington e a Coreia do Norte antes desses exercícios, poderia haver uma forma de compromisso".

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