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França

Terceira acusação de violação contra Tariq Ramadan

O teólogo suíço Tariq Ramadan é acusado de violação por três mulheres em França.
O teólogo suíço Tariq Ramadan é acusado de violação por três mulheres em França. SIA KAMBOU / AFP

O teólogo suíço Tariq Ramadan, neto do fundador da Irmandade Muçulmana, foi alvo ontem de uma nova acusação de violação por parte de uma terceira mulher. Tariq Ramadan está em detenção provisória desde Fevereiro devido a acusações semelhantes proferidas por duas outras mulheres no passado mês de Outubro.

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A terceira mulher que preferiu guardar o anonimato, mora no norte de França, tem cerca de 40 anos, tem dois filhos e um passado de call-girl, tendo chegado a ser citada como testemunha no julgamento em 2015 do caso do "Carlton de Lille", um vasto escândalo sexual no qual esteve envolvido o antigo director do FMI, Dominique Strauss-Kahn.

Esta pessoa que escolheu o pseudónimo de "Marie", afirma ter sofrido insultos, agressões físicas, relações sexuais violentas e degradantes mais de uma dezena de vezes entre 2013 e 2014, o mais frequentemente em hotéis à margem das conferências que o teólogo ia dando pela Europa. "Marie" refere que Tariq Ramadan exercia chantagem sobre ela relativamente ao seu passado.

Este modo operatório é semelhante àquele descrito pelas duas anteriores queixosas: uma fase de sedução e em seguida encontros que resvalam rapidamente para a agressão sexual. A primeira queixosa, Henda Ayari, uma ex-salafista, acusa Tariq Ramadan de a ter violado à margem de um congresso das Organizações Islâmicas de França em 2012. A segunda queixosa, uma mulher de cerca de quarenta anos convertida ao Islão, diz ter sido violada num quarto de hotel em Lyon em 2009.

Tariq Ramadan, islamólogo, neto de Hassan el-Banna, egípcio que fundou a Irmandade Muçulmana, tem sido frequentemente acusado nos meios académicos e de comunicação social de defender uma visão retrógrada do Islão. A sua detenção provisória há um mês, depois de ter sido formalmente colocado em acusação, não tem deixado de suscitar reacções em certas correntes de opinião que denunciam "um complot". Apesar de ele invocar problemas de saúde, a justiça francesa decidiu confirmar a sua detenção preventiva no passado dia 22 de Fevereiro, colocando em dúvida esse argumento. Os juízes ordenaram análises médicas cujos resultados deverão ser conhecidos até ao final deste mês.

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