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Faixa de Gaza

Pelo menos 12 palestinianos mortos em protesto contra Israel

Manifestação no Dia da Terra. 30 de Março de 2018.
Manifestação no Dia da Terra. 30 de Março de 2018. MAHMUD HAMS / AFP

Mais de 350 feridos e, pelo menos, 12 mortos. Este é o balanço mais recente dos confrontos entre o exército israelita e milhares de manifestantes na fronteira da Faixa de Gaza, no dia em que começou um movimento de protesto e em que se comemora o Dia da Terra.

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O exército israelita resondeu com balas reais, justificando que os manifestantes atiraram pedras e pneus a arder contra as tropas e a barreira de segurança. O ministro israelita da Defesa, Avigdor Lieberman, tinha avisado que todos os que se aproximassem da barreira de segurança se colocariam em perigo. A segurança israelita foi reforçada na fronteira para evitar a passagem de pessoas durante a celebração da Páscoa judaica que começa esta noite.

Mais tarde, o exército bombardeou três posições do Hamas, afirmando agir em resposta a uma tentativa de ataque dos seus soldados pelos palestinianos que manifestavam na fronteira.

Nas contas do exército israelita, foram cerca de 17 mil pessoas a concentrarem-se junto de alguns pontos da fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel. Porém, fontes palestinianas apontam dezenas de milhares de manifestantes. Eles juntaram-se em resposta ao apelo de um mega protesto intitulado "A Grande Marcha do Regresso" que começou hoje e que tem como objectivo durar seis semanas. Os manifestantes pedem o direito de os refugiados palestinianos poderem entrar em Israel e denunciam o bloqueio israelita à Faixa de Gaza.

A manifestação foi oficialmente convocada pela sociedade civil, mas é apoiada pelo movimento palestiniano Hamas. Acontece no simbólico Dia da Terra que, anualmente, recorda a morte, a 30 de março de 1976, de seis árabes israelitas em protesto contra a confiscação de terras por Israel. Os árabes israelitas são descendentes de palestinianos que permaneceram nas suas terras após a criação do Estado de Israel em 1948.

 

 

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