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CHINA

China riposta a taxas alfandegárias dos Estados Unidos

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping. JIM WATSON/AFP

A China anunciou hoje que irá introduzir taxas sobre a importação de 128 produtos americanos. É esta a resposta de Pequim à medida que tinha sido introduzida pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início de Março, quando anunciou que iria levantar barreiras alfandegárias ao aço e de alumínio.

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128 produtos americanos vão ter agora mais dificuldade em entrar em terrritório chinês. Após o anúncio de medidas de Donald Trump, qualificadas de "proteccionistas" pela comunidade internacional, Pequim decidiu hoje ripostar no que parece marcar o prelúdio de uma verdadeira guerra comercial. 

A 22 de Março, o Presidente dos Estados Unidos decidiu adoptar novas tarifas sobre uma série de produtos chineses, no valor de 60 bilhões de euros. Ao invocar "a segurança nacional dos Estados Unidos", Trump levantou as taxas de importação do aço (em 25%) e do alumínio (10%).

Foram várias as críticas da comunidade internacional, nomeadamente da União Europeia e do Canadá, que acabaram por ficar isentas destas novas medidas económicas. Não foi o caso de Pequim, optando Trump por cumprir uma das suas promessas da campanha eleitoral, em que prometia equilibrar a balança comercial entre a China e os Estados Unidos, já que Pequim tem um défice de 375,2 bilhões relativamente a Washington. 

Após esta medida, foram várias as semanas de tensões entre os dois países, com o ministro chinês do comércio, Zhon Chang, a afirmar que as medidas de Trump eram "um abuso das normas da Organização Mundial do Comércio (OMC)" e que esperava "que os Estados Unidos abandonassem o mais rapidamente possível as medidas para a retomada normal do comércio sino-americano". 

Tendo em conta que Trump decidiu não arredar pé, a China anunciou hoje que iria introduzir novas taxas sobre 128 produtos americanos. Por enquanto, são produtos oriundos sobretudo da indústria alimentar (como frutas ou carne de porco) mas, ainda assim, Pequim promete aumentar a fasquia caso Washington não recue.

Com várias empresas americanas de renome presentes em solo chinês, como a Boeing, a China pode realmente lançar uma guerra comercial caso decida taxá-las. 

Ainda assim, o ministro do Comércio americano, Wilbur Ross, afirmou que estas primeiras medidas de Washington são meramente "um prelúdio para um início de negociações". 

Arnaldo Gonçalves, professor no Instituto Politécnico de Macau, considera que estas medidas se assemelham muito ao cenário de há 10 anos, em que também houve um confronto entre a Europa e a China. 

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