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Estados Unidos/Japão/Coreia do Sul

EUA, Japão e Coreia do Sul analisam cimeira de Singapura

Trump e Kim Jong-un dão aperto de mão histórico em Singapura. 12/06/18
Trump e Kim Jong-un dão aperto de mão histórico em Singapura. 12/06/18 REUTERS/Jonathan Ernst

Os ministros dos negócios estrangeiros dos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul reuniram-se hoje em Seul, para analisar os resultados da cimeira histórica de Singapura entre Donald Trump e Kim Jong-un.

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Os chefes das diplomacias dos Estados Unidos Mike Pompeo, do Japão Taro Kono e da Coreia do Sul Kang Kyung-wha, comprometeram-se esta quinta-feira (14/06) em Seul, a colaborar para a paz e a desnuclearização da Coreia do Norte, país que instaram a cumprir os compromissos assumidos terça-feira (12/06) na cimeira histórica de Singapura entre os presidentes Donald Trump e Kim Jong Un.

No final da mesma o Presidente norte-americano anunciou a suspensão das manobras militares entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, que admitiu serem "provocadoras", o que suscitou críticas por parte dos aliados dos norte-americanos.

Washington confirmou hoje que estas serão "suspensas indefinidamente", medida reiterada pelo Presidente sul-coreano Moon Jae-in, que se mostrou flexível e disponível para suspendê-las, contribuindo assim para o clima de diálogo e de diminuição das hostilidades com a Coreia do Norte.

Mike Pompeo, admitiu que o processo não será fácil e anunciou ainda que as sanções à Coreia do Norte se vão manter até à "completa, verificável e irreversível desnuclearização do arsenal nuclear" do país, o que segundo ele deverá ocorrer até ao final do mandato do presidente Trump em 2020.

Contrariamente ao que ontem destacava a imprensa norte-coreana, que insistia em que em Singapura teria sido acordado um "cenário gradual e recíproco", com acções simultâneas etapa por etapa.

Mike Pompeo seguiu ainda hoje para Pequim, para comunicar os avanços obtidos ao Presidente Xi Jinping, mas já se avistou com o seu homólogo chinês Wang Yi que manifestou o apoio total da China às resoluções do Conselho de segurança da ONU contra a Coreia do Norte.

Rússia e China tinham inicialmente sugerido um aligeiramento das sanções da ONU à Coreia do Norte, se o país cumprir os compromissos assumidos, o que a ONU também já admitiu, embora advertindo que só depois da desnuclerização total da península coreana.

De recordar que 90% do comércio norte-coreano transita pela China.

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