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Iémen

Situação indefinida sobre conflito iemenita de Hodeida

Forças pró-governamentais iemenitas na zona do aeroporto de Hodeida, a 18 de junho de 2018.
Forças pró-governamentais iemenitas na zona do aeroporto de Hodeida, a 18 de junho de 2018. NABIL HASSAN / AFP

As forças pró-governamentais iemenitas apoiadas pelos seus aliados, lançaram o assalto ao porto de Hodeida, no oeste, numa altura em que expirava o ultimato dado à Onu para resolver a crise dos hutis que deviam abandonar o local. Mas o emissário da ONU deixou Sanaa sem fazer qualquer declaração.

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7 dias depois da ofensiva lançada contra a cidade portuária de Hodeida, levada a cabo pelas forças pró-governamentais apoiadas pelos Emirados árabes unidos e a Árabia saudita a situação é de indefinição e continuam os combates.

Hodeida grande porto sobre o Mar Vermelho com os seus 600 mil habitantes é controlado desde 2014 pelos hutis, apoiados pelo Irão é também a porta de entrada das importações e da ajuda humanitária.

O emissário da ONU para o Iémen, Martin Griffiths, acaba de terminar uma visita de 3 dias a Sannaa para discussões de urgência sobre Hodeida sem que tivesse prestado qualquer declaração.

Tudo isto numa altura em que continuam combates fratricidas nas imediações de Hodeida. 

Griffiths, tinha chegado no sábado à capital iemenita dias depois do lançamento da ofensiva das forças pró-governamentais para recuperar o porto estratégico de Hodeida nas mãos dos rebeldes hutis.

O enviado especial da ONU, não se pronunciou igualmente sobre os encontros que teve com os rebeldes que deviam evitar um cenário de catástrofe em Hodeida, num Iémen exangue, mergulhado há 3 anos, num conflito devastador. 

Cerca de 15 ONG's internacionais consideram que o assalto das forças pró-governamentais "teria provavelmente consequências catastróficas sobre a população civil."

Consideram, ainda, ser inconcebível, realizar a conferência humanitária, prevista para Paris, em fins deste mês. 

A França apela "a uma solução política negociada". 

Por seu lado, a Arábia saudita e os Emirados afirmam ter negociado medidas para garantir a continuidade da ajuda humanitária apesar da operação militar.

Enfim, em Nova Iorque, o conselho de segurança da ONU, "repetiu o seu apelo para deixar abertos os portos de Hodeida e Salif", de modo a garantir o escoamento da ajuda humanitária. 

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