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Turquia

Erdogan da Turquia despede 18,500 funcionários públicos

Erdogan despede 18,500 funcionários públicos na Turquia
Erdogan despede 18,500 funcionários públicos na Turquia REUTERS/Umit Bektas

Um domingo de manhã de muito stress para centenas de milhares de funcionários públicos na Turquia – depois de no fim da semana passado terem surgido rumores que o Governo turco se preparava para uma última purga em massa, com Erdogan, despedindo 18,500 funcionários públicos.

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Erdogan despede 18,500 funcionários públicos mesmo antes de tomar posse, aproveitando os últimos dias do Estado de emergência.

Um domingo de manhã de muito stress para centenas de milhares de funcionários públicos na Turquia – depois de no fim da semana passada terem surgido rumores que o Governo turco se preparava para uma última purga em massa, um dia antes da tomada de posse de Recep Tayyip Erdogan.

Hoje de manhã, às 5 da madrugada, a gazeta oficial – o equivalente ao Diário da República turco, publicou uma lista de 18,632 funcionários públicos que serão despedidos por “motivos de segurança nacional” – incluindo 9,000 polícias, 6,000 militares e 200 académicos.

São os últimos de uma longa lista - desde o falhado Golpe de Estado de julho de 2016, que o governo já despediu 110,000 funcionários públicos devido a alegadas ligações aos gulenistas que protagonizaram o putsch, enquanto dezenas de milhares de outros se encontram suspensos. Estes despedimentos sumários são possíveis devido ao Estado de emergência que ainda vigora, e que irá terminar em breve.

Terá sido o fim anunciado deste, e a tomada de posse de Erdogan, que ganhou as recentes eleições presidenciais, e que será confirmado amanhã como o primeiro super-presidente executivo da história da moderna república turca – que assim muda o seu regime político para um presidencialista, que apressou a publicação hoje de manhã da lista negra.

Milhares de ansiosos funcionários públicos estiveram toda a manhã a tentar confirmar se ainda terão emprego amanhã – o sítio web deixou de funcionar diversas vezes tal era o tráfego intenso.

 

Críticos e observadores independentes sugerem que esta purga tem sido completamente desproporcional e injusta, e milhares de inocentes têm sido apanhados, enquanto outros são despedidos apenas porque não pertencem às cores do Governo.

Erdogan anunciará amanhã também o novo Executivo - o primeiro de iniciativa presidencial, sem qualquer primeiro-ministro. Já disse que haverá pessoas de fora do seu partido.Entre os convidados, 22 chefes de Estado, incluindo os presidentes da Somália, da Guiné-Conacri e da Zâmbia.

De Ancara, o nosso correspondente, José Pedro Tavares. 

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