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Grécia

Incêndios ceifam numerosas vidas na Grécia

A maioria das vítimas dos incêndios encontravam-se em Mati, a cerca de 30 quilómetros a leste de Atenas.
A maioria das vítimas dos incêndios encontravam-se em Mati, a cerca de 30 quilómetros a leste de Atenas. REUTERS/Costas Baltas

Pelo menos 74 mortos, uns 200 feridos e um número ainda por determinar de pessoas desaparecidas, este é por enquanto o balanço dos violentos incêndios que lavram desde ontem à tarde no sul da Grécia, nas imediações da capital, na zona de Kiato no extremo sudoeste de Atenas, em Kineta a uns 50 quilómetros da capital e Mati, pequena estância balnear a 30 quilómetros a leste de Atenas onde os incêndios foram particularmente mortíferos.

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As chamas levaram centenas de pessoas a fugirem rumo ao litoral, os guardas costeiros tendo resgatado 4 corpos no mar, cerca de 700 pessoas refugiadas nas praias tendo conseguido ser socorridas. Nem todas contudo conseguiram chegar à água. Equipas de socorros encontraram esta manhã os corpos calcinados de dezenas de pessoas na aldeia de Mati, visivelmente encurraladas antes mesmo de conseguirem chegar ao mar, a apenas 30 metros. Perdas humanas, habitações, carros queimados, estradas cortadas, este tem sido o cenário com o qual têm lidado as autoridades gregas.

Os bombeiros continuam a combater as chamas, a situação não estando controlada até ao momento. Neste sentido, o país lançou um apelo à assistência com vários países, Itália, Alemanha, Polónia e França a enviarem meios aéreos, terrestres e humanos. Chipre e Espanha propuseram igualmente a sua ajuda, Portugal devendo por seu turno enviar 50 bombeiros para o terreno.

Embora as autoridades não ponham de parte a hipótese criminosa para a origem dos fogos, o porta-voz do Governo grego Dimitris Tzanakopoulos mencionado que "pelo menos 15 incêndios começaram ao mesmo tempo, em três diferentes frentes em Atenas", a meteorologia e os ventos muito fortes têm sido apontados como factores determinantes para a eclosão e alastramento dos fogos.

Perante esta situação, a mais grave ocorrida naquele país desde os incêndios de 2007 em que morreram 77 pessoas, o Primeiro-ministro grego Alexis Tsipras considerou que "o país está a atravessar uma tragédia enorme. A Grécia está de luto" e decretou 3 dias de luto nacional. No mesmo sentido, Vítor Vicente, professor de português em Atenas, fala de um país em estado de choque, ainda a tentar perceber a dimensão da tragédia.

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