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Estados Unidos

Estados Unidos: Tensões com Turquia e Coreia do Norte

Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano, em Singapura a 4 de Agosto de 2018.
Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano, em Singapura a 4 de Agosto de 2018. REUTERS/Edgar Su

Os Estados Unidos estão em várias frentes neste sábado 4 de Agosto. O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, pediu hoje que a pressão sobre a Coreia do Norte seja mantida, enquanto a Turquia decidiu congelar os bens dos ministros norte-americanos da Justiça e do Interior.

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O jogo das ameaças continua entre aliados, antigos ou futuros, dos Estados Unidos. Neste sábado, e sobretudo após o encontro histórico em Junho entre Donald Trump, o Presidente norte-americano, e Kim Jong Un, o Presidente norte-coreano, as tensões voltaram a aumentar entre as duas Nações com as declarações de Mike Pompeo, secretário de Estado dos Estados Unidos.

Mike Pompeo preconizou que se mantenha a pressão diplomática e económica sobre Pyongyang, em declarações proferidas antes de um fórum de segurança em Singapura, já que a Coreia do Norte está a avançar lentamente para a desnuclearização.

Para justificar esta posição, o secretário de Estado norte-americano afirmou ter informações segundo as quais a Rússia continua a ter negócios com os norte-coreanos.

De notar que o homólogo norte-coreano, Ri Yong Ho, também está em Singapura, mas ainda não se encontrou com Mike Pompeo.

Recorde-se que o líder do norte-coreano, Kim Jong Un, assinou um vago compromisso de "desnuclearização da Península Coreana" com Donald Trump, no encontro que decorreu em Junho.

Estados Unidos-Turquia, sanções atrás de sanções

Noutro plano, as tensões continuam vivas entre os Estados Unidos e a Turquia. O presidente turco Recep Tayyip Erdogan decidiu congelar os bens em território turco dos ministros norte-americanos da Justiça e do Interior.

Esta é a resposta do líder turco às sanções norte-americanas contra ministros turcos do Interior e da Justiça, que viram os bens serem congelados. Os ministros da Turquia são acusados de terem desempenhado um papel importante na detenção do pastor norte-americano Andrew Brunson.

É daí que surge esta crise entre os dois países. As tensões estão directamente ligadas ao destino do pastor norte-americano Andrew Brunson, que está em prisão domiciliária desde a semana passada, depois de um ano e meio de prisão por terrorismo e espionagem, acusações refutadas pelo próprio e pelos Estados Unidos.

Andrew Brunson, responsável por uma igreja protestante em Izmir, no Oeste da Turquia, junto ao Mar Egeu) é acusado de espionagem e de ter actuado "sem ser membro activo" ao serviço da rede de Fethullah Gülen, acusado pelo Presidente Erdogan de ser o cérebro do alegado golpe de Estado em Julho de 2016 na Turquia, e ainda colaborado com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), duas organizações consideradas terroristas por Ancara.

O pastor corre o risco de receber uma pena de prisão que pode chegar aos 35 anos.

Ouça a Crónica sobre as tensões entre os Estados Unidos, a Turquia e a Coreia do Norte.

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