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MYANMAR

Myanmar: os rohingyas um ano depois

Vista aérea de aldeias incendiadas outrora habitadas por Rohingyas a 1 de Maio de 2018.
Vista aérea de aldeias incendiadas outrora habitadas por Rohingyas a 1 de Maio de 2018. REUTERS/Michelle Nichols

Há um ano, Myanmar lançou uma operação contra os muçulmanos rohingyas que levou à fuga de cerca de 700 000 pessoas para o vizinho Bangladesh. A Amnistia Internacional denuncia o facto de não terem sido responsabilizados na antiga Birmânia os responsáveis dos ataques visando essa minoria.

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A ong denuncia uma "limpeza étnica" num país essencialmente budista.

Aldeias de rohingyas foram incendiadas, teriam sido usadas minas terrestres, com registo de homicídios, violações, actos de torturas, recurso à fome das populações, expulsões forçadas, e demais violações de direitos humanos.

Desde então centenas de milhares de rohingyas continuam a viver na incerteza em campos no Bangladesh, país de que seriam originários os seus antepassados, pelo que Myanmar recusa dar-lhes a sua nacionalidade.

Um regresso a casa em condições próximas de uma cadeia ao ar livre não seriam equacionáveis para a Amnistia Internacional.

Esta organização não governamental identificou 13 pessoas ligadas ao exército da antiga Birmânia, incluindo o comandante das forças armadas de Myanmar, general Min Aung Hlain, pelo suposto envolvimento das mesmas nestes ataques contra os rohingyas.

Pedro Neto, director executivo desta ong em Portugal apela a que se faça justiça, para que sejam responsabilizados os dirigentes de Myanmar que estariam por detrás das perseguições que ocorreram há um ano.

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