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Reino Unido / África do Sul

Reino Unido à conquista de mercados africanos

A Primeira-ministra britânica, Theresa May, perto duma escola da cidade do Cabo, na África do Sul, a 28 de Setembro de 2018.
A Primeira-ministra britânica, Theresa May, perto duma escola da cidade do Cabo, na África do Sul, a 28 de Setembro de 2018. Rodger Bosh/Pool via REUTERS

A Primeira – ministra britânica, Theresa May, iniciou hoje, na África do Sul, um périplo por vários países, que a levará também à Nigéria e ao Quénia. Uma deslocação com a ambição de preparar acordos comerciais com países africanos para compensar  as perdas económicas do Reino Unido depois do "Brexit".

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Num discurso pronunciado hoje na cidade do Cabo, a Primeira-ministra britânica, Theresa May disse Presidente Cyril Ramaphosa querer mais investimento britânico no continente africano:

“O meu desejo é que o Reino Unido seja o primeiro investidor do G7 em África em 2022. Como discutimos em Londres, o Reino Unido apoia totalmente o seu objectivo, Sr. Presidente, de atrair mais investimento para a África do Sul, de modo a criar mais emprego e crescimento económico. E eu quero ver as empresas britânicas a desempenharem um papel central na execução destas suas ambições”.

Oiça aqui as palavras de Theresa May, com dobragem de Cristiana Soares :

 

 

O G7 reúne as principais economias  do planeta, com excepção da China, e esta viagem de Theresa May mostra claramente o desejo do Reino Unido de se tornar o principal parceiro deste grupo a fazer negócios, intercâmbios e parcerias com economias africanas fortes, para compensar as perdas económicas previstas pelo Brexit, a saída da União Europeia.

 

Esta posição britânica é o reflexo da decisão do Reino Unido de sair da União Europeia, depois do referendo de Junho de 2016. Desde aí, o Reino Unido tem vindo a multiplicar  os contactos diplomáticos, para preparar acordos comerciais que substituam aqueles que tinham sido estabelecidos com Bruxelas.

Por outro lado, e ainda segundo as palavras de Theresa May, hoje, na Cidade do Cabo, "a criação de empregos em África ataca as causas e sintomas do extremismo e da instabilidade, e permite uma melhor gestão dos fluxos migratórios, estimulando um crescimento económico limpo".

 

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