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Brasil

Brasil: Candidato Jair Bolsonaro esfaqueado em campanha

Jair Bolsonaro, candidato às eleições brasileiras. 05 de Setembro de 2018.
Jair Bolsonaro, candidato às eleições brasileiras. 05 de Setembro de 2018. EVARISTO SA / AFP

Jair Bolsonaro, candidato da extrema-direita brasileira e dado como favorito na primeira volta das presidenciais de Outubro, foi esfaqueado esta quinta-feira, numa acção de campanha em Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais. Bolsonaro apresenta um quadro médico estável e publicou um vídeo a dizer que estava consciente dos riscos que corria.

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A partir do hospital onde está internado e onde terá de ficar, pelo menos, uma semana, o candidato Jair Bolsonaro falou do ataque, disse que estava consciente dos riscos que corria e que nunca fez mal a ninguém. O vídeo foi divulgado nas redes sociais, durante a madrugada desta sexta-feira, pelo senador Magno Malta.

Eu me preparava para um momento como esse porque você corre riscos. Mas, de vez em quando, a gente duvida, né? Será que o ser humano é tão mau assim? Nunca fiz mal a ninguém”, afirmou.

Jair Bolsonaro deu entrada no hospital com uma lesão hepática grave, depois de ter sido esfaqueado numa acção de campanha na cidade de Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais.

De acordo com a polícia, o agressor, de 40 anos, foi detido e disse ter agido “por razões pessoais” e “às ordens de Deus”. Em entrevista à TV Globo, o seu advogado defendeu que ele “agiu por motivos religiosos, políticos e por causa dos preconceitos de Bolsonaro em relação à raça, religião e mulheres”.

Os principais candidatos na corrida eleitoral condenaram logo o ataque.

Com 63 anos, Jair Bolsonaro é um personagem controverso, defensor da ditadura militar, do porte de armas e defende que os polícias em serviço devem poder abrir fogo contra traficantes de droga e delinquentes e que não devem ir a julgamento por isso.

Bolsonaro já foi condenado por injúria e apologia ao crime de violação, quando, em 2003, numa sessão parlamentar, afirmou a propósito da deputada Maria do Rosário: "Porque ela é muito feia, não faz meu género, jamais a violaria. Eu não sou violador, mas, se fosse, não iria violar porque não merece”.

Bolsonaro também foi acusado pela Procuradoria-Geral do Brasil do crime de racismo, em 2016, quando comparou com animais os descendentes de africanos que vivem em comunidades rurais no interior do Brasil.

O candidato também está a ser ouvido num processo por declarações homofóbicas, feitas num programa de televisão e é, ainda, investigado por apologia ao crime de tortura.

Jair Bolsonaro prometeu que se for eleito vai retirar o Brasil do Comité de Direitos Humanos da ONU.

Na política brasileira há 28 anos e deputado sete vezes consecutivas, o candidato lidera as sondagens para a primeira volta. De acordo com uma sondagem Ibope, publicada na quarta-feira, à primeira volta, Jair Bolsonaro recolhe 22% das intenções de voto, seguido pela ecologista Marina Silva e o candidato de centro-esquerda Ciro Gomes, ambos com 12%. No PSDB, Geraldo Alckmin recolhe 9% e com 6% está Fernando Haddad, do PT, que deve substituir o favorito Lula da Silva impedido de se candidatar por ter sido condenado a 12 anos de prisão por corrupção.

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