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Hassan Rohani acusa separatistas árabes por atentado

Presidente iraniano Hassan Rohani,  22 de Setembro.
Presidente iraniano Hassan Rohani, 22 de Setembro. STRINGER/AFP

O Presidente iraniano, Hassan Rohani, acusou os separatistas árabes, sem citá-los directamente, de estarem por trás do atentado de ontem que vitimou mortalmente 29 pessoas numa parada militar em Ahvaz, sudoeste do Irão.

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O grupo auto-proclamado Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado de Ahvaz, mas parece que as autoridades iranianas não estão a levar a declaração a sério.

"Não temos dúvidas sobre a identidade daqueles que fizeram isto, sobre o seu grupo e sua filiação. Todos esses pequenos países mercenários que vemos na região são apoiados pelos Estados Unidos. São encorajados pelos norte-americanos. Isto não terá qualquer efeito no nosso povo e no caminho que queremos seguir", declarou Hassan Rohani à televisão estatal antes de partir para Nova Iorque, onde vai participar, esta terça-feira, na Assembleia Geral da ONU.

Os Estados Unidos condenam todos os ataques terroristas, "não importa onde ocorram, ponto final parágrafo", afirmou a embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, Nikki Haley.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão convocou diplomatas da Dinamarca, da Grã-Bretanha e da Holanda em Teerão para expressar "o forte protesto do Irão contra o facto de os seus respectivos países abrigarem alguns membros do grupo terrorista" que perpetraram o ataque em Ahvaz.

"Não é aceitável que a União Europeia não inclua em sua lista negra os membros desses grupos terroristas, enquanto não cometerem um crime em solo europeu", lamentou a diplomacia iraniana.

O porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana, Ramezan Sharif, acusou os atacantes de estarem ligados a um grupo separatista árabe apoiado pela Arábia Saudita.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, transmitiu as suas condolências aos iranianos afectados pelo ataque em Ahvaz.

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