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ONU / Assembleia geral

Assembleia Geral da ONU : A crise do multilateralismo

Assembleia Geral da ONU (imagem de ilustração)
Assembleia Geral da ONU (imagem de ilustração) DR

Representantes de 193 países estão em Nova York para participar na 73ª Assembleia Geral da ONU, que decorre de 25 de Setembro a 1 de Outubro. O Irão e Coreia do Norte dominarão, certamente, esta reunião, enquanto dois grandes países estarão ausentes : a Rússia e a China.

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Cerca de 130 chefes de Estado e de Governo estarão presentes em Nova Iorque  durante seis dias para debater temas tão variados como o programa nuclear iraniano, as novas relações dos Estados Unidos com a Coreia do Norte, o novo relacionamento entre as duas Coreias, as mudanças climáticas, o combate à pobreza, ou a crise económica na Venezuela.

E tudo isto num momento em que os Estados Unidos viram as costas ao multi-lateralismo, recusando ratificar o documento da Conferência para o Clima, em Paris,e abandonar o acordo nuclear com o Irão.

O Presidente Donald Trump discursará amanhã, Terça-feira, e defenderá, de novo, "America first". Mas se a palavra-chave da sua alocução é a "soberania", a  ONU vai defender justamente o multilateralismo, o que significa todos os países deverão cooperar uns com os outros. E o grande defensor do multilateralismo será, uma vez mais, o Presidente francês, Emmanuel Macro, cuja intervenção é muito esperada.

Segundo o representante do Conselho Europeu para as relações exteriores, Manuel Lafont-Rapnouil, entrevistado pela RFI, "esta reunião ficará marcada pelo regresso da competição entre as grande potências ( Estados Unidos e Rússia), e a saída dos Estados Unidos dos mecanismos de cooperação internacional".

A crise na Venezuela será discutida à margem da agenda oficial, e ainda não se  sabe se o Presidente Nicolás Maduro participará nesta Assembleia.

Nesta reunião estarão ausentes dois países, a Rússia e a China, devido à decisão dos Estados Unidos de sancionar a Rússia por ter vendido armas à China, uma crise que surgiu na Quinta -feira passada, e veio envenenar ainda mais as relações entre os "grandes".

 

 

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